Mesmo com anúncio da saída de Bezos, Amazon dobra lucro no quarto trimestre

Por Rui Maciel | 02 de Fevereiro de 2021 às 22h10
Pascal Rossignol/ Reuters

Em meio ao barulho com o anúncio de que Jeff Bezos deixará de ser o CEO da Amazon no final deste ano, a empresa apresentou ótimos números não apenas no quarto trimestre de 2020, como também no consolidado do ano em seu último balando financeiro, divulgado também nesta terça-feira (2).

No quarto trimestre 2020, a Amazon registrou US$ 125 bilhões de receita, um aumento de 44% em relação ao mesmo período do ano anterior - a expectativa do mercado era de que esse crescimento fosse entre 28% e 38%; a receita operacional, por sua vez, aumentou em 76%, indo de US$ 3,9 bilhões para US$ 6,9 bilhões. Já o lucro líquido foi de US$ 7,2 bilhões (US$ 14,09 por ação diluída), uma alta de 118% em comparação ao último tri de 2019.

Dividindo esses números pelas verticais que a Amazon possui, a AWS - divisão de serviços na nuvem da empresa - mais uma se destaca. Ela apresentou receitas de US$ 12.7 bilhões no período, o que corresponde a pouco mais de 10% do faturamento total no trimestre. No entanto, a lucratividade da unidade é mais considerável. Seu lucro líquido foi de US$ 3,6 bilhões, um crescimento de 37% em relação ao mesmo período de 2019, além de representar a quase 17% do lucro total da Amazon no quarto trimestre de 2020.

Já no consolidado de 2020, o desempenho da gigante do e-commerce foi igualmente satisfatório. A empresa registrou receitas de US$ 386,1 bilhões, um aumento de 38% em relação a 2019 (US$ 280,5 bilhões). Além disso, a receita operacional cresceu 57,9%, indo de US$ 14,5 bilhões para US$ 22,9 bilhões. Por fim, o lucro líquido cresceu 90%, indo de US$ 11,6 bilhões em 2019 para US$ 21,3 bilhões em 2020 (o lucro por ação diluída saltou de US$ 23,01 para US$ 41,83 no período).

Pandemia impulsionou crescimento

Os números acima do esperado apresentados pela Amazon podem ser, em boa parte, explicados de forma bem simples: a pandemia da COVID-19. Isso porque a exigência de distanciamento social exigido a boa parte da população pelo mundo impulsionou agressivamente as compras online para muitos e-commerces, mas, com muito mais intensidade para a companhia de Jeff Bezos.

Armazém da Amazon: pandemia da COVID-19 impulsionou as vendas da empresa (Foto: divulgação / Amazon)

A Amazon precisou ampliar suas operações de forma sem precedentes em 2020, contratando dezenas de milhares de novos funcionários - temporários e permanentes - mundo afora. Isso vale tanto para seus centros de distribuição, quanto entre motoristas responsáveis pelas entregas.

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