Intel apresenta receita de US$ 16,5 bilhões no segundo trimestre de 2019

Por Rui Maciel | 25 de Julho de 2019 às 21h10
Intel/ Divulgação
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A Intel anunciou, nesta quinta-feira (25), seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2019. A empresa registrou receita de US$ 16,5 bilhões e lucro de US$ 1,06 por ação. Os números superaram as expectativas dos analistas, que esperavam receita de US$ 15,7 bilhões e lucro por ação de US$ 0,89. Com isso, as ações da fabricante de processadores na Bolsa de Valores subiram 7% nas negociações do pregão de hoje.

No entanto, a receita da Intel caiu 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrou US$ 16,1 bilhões, com queda de faturamento nas divisões de PCs e servidores. A divisão da empresa com maior faturamento é o Client Computing Group, que inclui chips de desktops e notebooks e que registrou faturamento de US$ 8,84 bilhões, US$ 710 milhões a mais do que o esperado pelos analistas.

Já o Data Center Group, que desenvolve e comercializa processadores para servidores, gerou receita de US$ 4,98 bilhões, US$ 90 milhões a mais do que o estimado.

Dificuldades

Durante a teleconferência feita nesta quinta-feira, o CEO da Intel, Bob Swan, afirmou que empresa está administrando os desafios relacionados ao comércio de chips, embora tenha havido alguma dificuldade nos últimos meses.

“As incertezas comerciais criaram ansiedade em toda a cadeia de suprimentos de nossos clientes e impulsionaram uma entrada de pedidos de CPU dos clientes no segundo trimestre”, disse Swan. “Também suspendemos as remessas para determinados clientes em resposta à lista de entidades revisadas do governo dos EUA. Após uma revisão completa, pudemos retomar as remessas de alguns produtos em conformidade com os regulamentos e o impacto líquido no segundo trimestre foi limitado”.

Os comentários foram, claramente, uma referência à Huawei, à qual outros fabricantes de chips como a Qorvo e a Skyworks também interromperam as remessas, resultando em uma redução na comercialização. A fabricante chinesa foi incluída em uma espécie de lista negra do Departamento de Comércio dos EUA e qualquer empresa de tecnologia norte-americana que queira negociar com ela agora precisa pedir autorização do governo de Donald Trump.

Além disso, no segundo trimestre deste ano, a Intel começou a distribuir os chips de sua linha Ice Lake, de 10º geração, baseados na fabricação sob um processo de 10 nanômetros. Swan afirmou ainda que os processadores de 7 nanômetros da marca só chegam ao mercado em 2021, um fato que será desafiador para empresa, uma vez que a sua principal concorrente, a AMD, conta com chip nesse padrão à venda no mercado já nesse ano.

Venda para Apple

Para além dos resultados acima do esperado e da valorização de suas ações, a Intel também entrou no radar do mercado ao anunciar nesta quinta-feira (25) a venda da sua divisão de modems para smartphones à Apple, em uma transação que deve girar em torno de US$ 1 bilhão. O negócio deve ser finalizado no último trimestre desse ano, desde que ele seja aprovado pelas entidades regulatórias — no caso a Federal Commucations Commision (FCC), o equivalente à Anatel nos EUA.

Fonte: Intel

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