Gastos com TI no Brasil crescerão 2,5% em 2020, segundo analistas

Por Nathan Vieira | 31 de Outubro de 2019 às 19h00

De acordo com a última previsão do Gartner, que trabalha com pesquisa e aconselhamento para empresas, os investimentos em Tecnologia da Informação no mercado brasileiro, este ano, deverão diminuir 4,6%. No entanto, a previsão é que totalizarão US$ 64 bilhões (o equivalente a R$ 266 bilhões) em 2020, um aumento de 2,5% em relação ao acumulado em 2019.  Os analistas do Gartner estão discutindo as tendências emergentes que estão impulsionando a sociedade digital e os gastos com TI durante o Gartner IT Symposium/Xpo 2019, que acontece até esta quinta-feira (31), em São Paulo.

A consultoria aponta que o Brasil está seguindo o mesmo padrão do mercado global, pois prevê-se que os gastos mundiais com TI chegarão a US$ 3,7 trilhões (R$ 15,3 trilhões) em 2019, um aumento de 0,4% em relação a 2018. Espera-se que o cenário de TI mundial deverá se recuperar em 2020, com crescimento previsto de 3,7%.

"Os ventos contrários à moeda estrangeira estão soprando forte em toda a América Latina", diz John-David Lovelock, Research Vice President do Gartner. “No Brasil, especificamente, os gastos com TI estão sendo impulsionados pelo segmento de Data Center, pois a disponibilidade e a amplitude das opções de Nuvem ainda não estão totalmente presentes”, acrescenta.

O mercado global de dispositivos sofrerá o maior declínio nos gastos em 2019, uma queda de 5,3% em relação aos US$ 713 bilhões de 2018. Entretanto, a expectativa é que o segmento volte a crescer novamente em 2020, com um aumento de 1,2%. 

A expectativa dos analistas é que o investimento na tecnologia da informação no Brasil acompanhe o mercado global

O crescimento dos gastos com TI está sendo impulsionado pelo resto do mundo, sendo principalmente alcançado com os investimentos em Nuvem. Os Estados Unidos lideram a adoção da Computação em Nuvem e respondem por mais da metade dos gastos globais neste segmento. Em alguns casos, os países que o Gartner acompanha estão atrasando de 1 a 7 anos nas taxas de adoção de soluções Nuvem. O Brasil gasta 2% de todo seu investimento em serviços de Nuvem pública e pode ser considerado um País com um ritmo lento nesse aspecto. 

O Gartner ainda prevê que as organizações com uma alta porcentagem de gastos em TI direcionados às aplicações em Nuvem se tornarão os líderes digitais do futuro. “A maioria das empresas é flagrada tentando cortar custos ou investir para crescer, mas as empresas com melhor desempenho estão fazendo as duas coisas. Um dos principais desafios do setor é como as organizações podem operar como uma empresa tradicional e uma empresa de tecnologia ao mesmo tempo”, afirma Lovelock. "Esses dilemas impulsionarão as tendências futuras de gastos com Tecnologia da Informação”.

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