Dropbox registra lucro pela primeira vez desde que se tornou uma empresa aberta

Por Rui Maciel | 08 de Maio de 2020 às 14h45
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Enquanto muitas vêm enfrentando as consequências da pandemia da COVID-19 em seus balanços financeiros, a Dropbox - especializada em armazenamento, compartilhamento e outros serviços na nuvem - segui um caminho inverso. Na divulgação de seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2020, a companhia registrou receitas de US$ 455 milhões, um aumeto de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, a companhia registrou um lucro líquido (US$39,3 milhões ou US$ 0,09 por ação) pela primeira vez desde que abriu seu capital, em 2018. E sim, muito desse bom desempenho vem das consequências corporativas geradas pelo coronavírus.

"Tivemos um primeiro trimestre forte ao nos unirmos para apoiar nossos clientes e nossa comunidade durante essa crise de saúde pública sem precedentes", disse o co-fundador e CEO da Dropbox Drew Houston. “Entregamos um crescimento saudável, margens operacionais recordes e nosso primeiro trimestre de rentabilidade. Estou incrivelmente orgulhoso de nossa equipe, pois continuamos a criar produtos que ajudam a facilitar o trabalho distribuído em grande escala. Construímos um negócio duradouro e continuo confiante em nosso futuro", completou.

Dropbox: lucro pela primeira vez desde o iPO

Em comunicado à imprensa divulgado na última quinta-feira (08), a Dropbox informou ainda que o número de usuários pagantes também cresceu, saltado de 13,2 milhões para 14,6 milhões - em 2018, esse número era de 11 milhões. Desde meados de março, trials do Dropbox Business Team - uma versão corporativa paga do serviço - aumentaram 40%. Além disso, os testes de planos individuais Plus (também pagos) cresceram mais de 25%. Nas duas primeiras semanas de março, o Dropbox também registrou um salto nas inscrições Básicas em países altamente impactados pelo COVID-19, incluindo Itália, França, Alemanha e Espanha. O uso de sua integração com o Zoom também está aumentando.

Além disso, enquanto empresas como Airbnb , Lyft e Uber estão demitindo milhares, o Dropbox diminuiu sua taxa de contratação, mas ainda com processos seletivos abertos para preencher alguns cargos. No entanto, a empresa dá sinais de que esse bom desempenho pode não se repetir nos próximos trimestres: "Estamos atentos ao ambiente macroeconômico e à imprevisibilidade que a segunda metade do ano pode trazer", disse Houston.

Quando o Dropbox fez o seu IPO (sigla em inglês para Oferta Pública Inicial, quando uma empresa passa a vernder ações na Bolsa de Valores), em 2018, seu valor de mercado foi avaliado em US$ 10 bilhões, mesmo que sua documentação enviada à SEC antes da oferta de ações tenha relatado um déficit de US$ 1 bilhão. Mas agora, de acordo com a Bloomberg, o Dropbox excedeu as estimativas dos analistas para vendas e lucro a cada trimestre desde a abertura do capital.

Fonte: Dropbox / Bloomberg

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