Boeing | Crise com o 737 Max gera queda de US$ 5,6 bi em receitas

Por Felipe Ribeiro | 22 de Julho de 2019 às 10h16
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A crise continua e os resultados foram negativamente históricos. A Boeing anunciou que encerrou o segundo trimestre de 2019 com sua maior perda em seus mais de 100 anos de existência. A fabricante registrou uma redução de US$ 5,6 bilhões (R$ 20,9 bilhões) nas receitas e no lucro ante os impostos no último trimestre. Só de perdas relacionadas ao 737 Max são US$ 4,9 bilhões (R$ 18,3), o que já configura a maior crise da história da gigante americana.

Em abril, quando divulgou os resultados do primeiro trimestre, dias após a proibição dos voos com o 737 Max, a Boeing já havia anunciado que havia abandonado sua meta financeira de 2019 e suspendeu as recompras de ações, uma vez que os papéis tiveram queda vertiginosa na bolsa de valores.

A paralização da frota mundial do 737 afetou não apenas a reputação e as finanças. A Boeing enfrenta alta nos custos e o desafio de manter a produção do 737 MAX mesmo sem poder entregar as aeronaves e isso pode afetar seus fornecedores. Uma paralização na cadeia produtiva pode levar ao agravamento da crise e quebra de diversos parceiros que dependem de um fluxo constante de produção.

Os custos para produção do 737 MAX aumentaram em US$ 1,7 bilhão (R$ 6,3 bilhões) no trimestre, gerado especialmente por causa da redução na taxa de produção, que passou de 52 aeronaves mensais, para 42. A diferença impulsionou os gastos com toda cadeia produtiva."Estamos tomando as medidas apropriadas para administrar nossa liquidez e aumentar nossa flexibilidade de balanço da melhor maneira possível ", disse o diretor financeiro da Boeing, Greg Smith, durante a divulgação dos números

A expectativa do mercado é que o 737 MAX só será autorização para operar novamente em agosto ou setembro. Sobre as entregas, a Boeing espera retomá-las em 2020.

Fonte: Aero Magazine , Airline Ratings

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