Apple supera previsão e abre trimestre fiscal de 2020 com lucros em alta de 9%

Por Claudio Yuge | 28 de Janeiro de 2020 às 20h20
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Desde o segundo semestre de 2019 para cá, há uma parcela de analistas financeiros que veem a Apple com certa desconfiança no mercado, seja por conta da ascensão das companhias chinesas e da ampliação de sua atuação na área de serviços, ou até mesmo por conta do impacto da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Mas o mais novo relatório fiscal da companhia vem para calar os críticos.

O balanço referente ao seu primeiro trimestre fiscal, que terminou no dia 28 de dezembro de 2019, teve uma alta de 9% em relação em relação ao mesmo período anterior, quando a Maçã teve que revisar suas diretrizes de receita entre os três meses finais do ano. A receita foi de US$ 91,8 bilhões e boa parte, US$ 55,97 bilhões vieram de seu grande carro-chefe, os iPhones. "Foi uma espécie de sucesso de bilheteria", comentou o CEO Tim Cook.

Imagem: Divulgação/Apple

Vale destacar que a receita estimada pela firma de consultoria de mercado Refinitiv era de US$ 88,50 bilhões, dos quais US$ 51,62 bilhões viriam dos iPhones. Os serviços, com o Apple TV+, iTunes, entre outros, ainda ficaram com lucros abaixo do esperado, com US$ 12,7 bilhões, diante de uma projeção de US$ 13,07 bilhões. As ações da companhia ganharam um grande impulso, e fecharam esta terça-feira (28) vendidas a US$ 317,69 na NASDAQ, com alta de quase 3%.

Coronavírus deve impactar próximo trimestre da Maçã

Como esclarecemos nessa outra matéria, o novo vírus que apareceu na China e vem se espalhando rapidamente em outras regiões do mundo, deve causar certo impacto na receita da Apple para o próximo trimestre fiscal. Cook afirmou que os lucros na chamada “Grande China”, que engloba também Taiwan e Hong Kong, voltaram a crescer no final de 2019, especialmente com relação ao Apple Watch e a nova geração de AirPods.

A Apple afirma que os itens listados na categoria "Outros produtos" faturaram US$ 10 bilhões em vendas durante o Q4 2019, e que se juntar o Apple Watch, os AirPods e os Beats, “daria para abrir uma empresa independente, que estaria entre as maiores da revista Fortune 150".

Imagem: Divulgação/Apple

E, embora não tenha crescido como muitos esperavam, o serviços, o que inclui a nuvem iCloud, a garantia AppleCare e o conteúdo do Apple TV+, tiveram aumento de receita de 17% na comparação ano a ano. Para fechar os números, a Maçã contabiliza um total de 1,5 bilhão de dispositivos ativos em uso atualmente — nessa mesma época, em 2019, esse número era de 1,4 bilhão.

Fonte: CNBC  

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