TikTok pede desculpas por remover vídeo sobre muçulmanos na China

Por Nathan Vieira | 28 de Novembro de 2019 às 17h00

Nesta quinta-feira (28), o aplicativo de mídia social TikTok pediu desculpas à usuária Feroza Aziz por remover um vídeo que criticava o tratamento chinês para com os muçulmanos. A equipe por trás da rede social disse que retirar o vídeo do ar foi um “erro de moderação humana”, e que as imagens seriam restauradas em menos de uma hora. Acontece que o dono do chinês TikTok, o ByteDance, atualmente está enfrentando uma investigação do painel de segurança nacional dos Estados Unidos sobre o manuseio de dados pessoais, enquanto parlamentares norte-americanos temem que o aplicativo possa estar censurando conteúdo politicamente sensível.

O vídeo traz à tona a questão de sobre como os muçulmanos estavam sendo tratados na China. A usuária utilizou sua conta do Twitter para denunciar o fato de ter sido impedida de publicar no TikTok por um mês e na quarta-feira postou que seu vídeo viral havia sido removido. De acordo com a própria rede social, o vídeo ficou fora do ar por cerca de 50 minutos. “Gostaríamos de pedir desculpas ao usuário pelo erro de nossa parte. Devido a um erro de moderação humana, o vídeo viral de 23 de novembro foi removido. É importante esclarecer que nada em nossas diretrizes da comunidade impede conteúdo como este vídeo e não deveria ter sido removido", afirma Eric Han, chefe de segurança dos EUA do TikTok.

A agência de notícias Reuters procurou o Ministério das Relações Exteriores da China para entender mais sobre o ocorrido, mas o Ministério disse que não tinha detalhes do caso, e chegou a acrescentar que exigia que as empresas chinesas operassem de maneira a respeitar as normas internacionais e as leis e regulamentos locais, e esperava que os países relevantes também proporcionassem um ambiente justo e não discriminatório. Em seu blog oficial, o TikTok disse que havia bloqueado outra conta criada por Aziz que publicou uma imagem de Osama Bin Laden que violava suas políticas de conteúdo sobre “imagens terroristas”, e que aplicou uma proibição de dispositivos em contas associadas a violações, o que também afetou a conta pela qual Aziz postou o vídeo.

No Twitter, Aziz confirmou que o TikTok havia restaurado sua conta, mas revelou que outros vídeos anteriores foram excluídos: “Acredito que eles o tiraram por causa de um vídeo satírico não relacionado que foi excluído de uma conta excluída anterior? Logo após terminar de postar um vídeo de três partes sobre os uigures? Não”.

Fonte: Reuters

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