Parceiros de checagem de fatos do Facebook começam a atuar no Instagram

Por Rafael Arbulu | 07 de Maio de 2019 às 18h32
Tudo sobre

Facebook

Saiba tudo sobre Facebook

Ver mais

Ferramentas utilizadas por parceiros de checagem de fatos do Facebook também passarão a ser utilizadas no Instagram, segundo testes que começam a ser executados pela empresa nesta semana, de acordo com informações divulgadas pelo site Poynter. A ideia, como se espera, é a de coibir a viralização de notícias falsas e desinformação por meio da rede social de fotos.

Segundo o relato, o mesmo painel de controle para onde são direcionadas as possíveis fake news do Facebook receberá também posts do Instagram, contendo memes e montagens marcadas como “falsas”. Se a conclusão for a de que a postagem é realmente mentirosa, o Instagram limitará a sua abrangência e amplitude social, impedindo-a de aparecer na aba “Explorar” ou como resultado de pesquisa por hashtags. O post ainda será visível, porém, aos seguidores do perfil que o postou. O Instagram não vai apagar postagens.

Parceiros de checagem de fatos do Facebook começarão a atuar também no Instagram

O Facebook começou seus esforços de combate à desinformação social em 2016, firmando parcerias com agências de checagem de fatos (como Factcheck.org ou Estadão Verifica e Agência Lupa, no Brasil) e agências de notícias internacionais (como Reuters ou Associated Press). Atualmente, o projeto segue firme, com parcerias firmadas com 52 organizações em 33 países.

A medida ainda está em testes para o Instagram, mas já atraiu críticas de alguns especialistas: um diretor do site Politifacts é citado pelo Poynter contendo ressalvas da ação. Segundo ele, o Facebook e o Instagram têm enormes diferenças em suas atuações, sendo que a rede social de fotos quase não tem conteúdo voltado à veiculação de notícias e jornalismo. Prova disso, segundo ele, é o fato de o Instagram não permitir hyperlinks em posts, além de links postados no Instagram Stories serem uma ferramenta disponibilizada apenas para contas comerciais verificadas (o famoso “selo azul”).

Mais além, algumas organizações outrora parceiras do Facebook admitiram que o programa tem suas falhas e abandonaram a ideia, preferindo se concentrar em esforços próprios. Tal foi o caso com o site Snopes e a emissora ABC News.

Fonte: Poynter

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.