Pais acham que passam tempo demais olhando para o smartphone, diz estudo

Por Rafael Arbulu | 08 de Junho de 2019 às 20h20

Um estudo divulgado pela empresa independente de pesquisa Common Sense revela que a maioria dos pais e mães de família, bem como seus filhos, acreditam estarem passando tempo demais conectados em seus dispositivos móveis. O levantamento entrevistou cerca de mil adultos com filhos (bem como os próprios filhos) e apontou um crescimento de 23% dessa percepção desde 2016, quando os primeiros dados do tópico começaram a ser levantados, chegando à marca de 52%.

O estudo, intitulado The New Normal: Parents, Teens, Screens, and Sleep in the United States (“O Novo Normal: Pais, Adolescentes, Telas e Sono nos Estados Unidos”, na tradução livre), também mostra que há um desejo maior por parte dos filhos de que seus pais se desconectem dos aparelhos: em relação a 2016, houve um aumento de 11% no número de crianças que acham que seus pais dedicam tempo demais ao notebook, smartphone ou tablet (28% em 2016, contra 39% hoje); e 38% dos filhos creem que seus pais sofrem algum tipo de vício em dispositivos portáteis.

Os adolescentes, porém, acreditam que seu próprio uso está dentro dos conformes no que tange ao tempo disposto em um dispositivo eletrônico (47% em 2019; 29% em 2016) — uma opinião da qual os pais não compartilham: 68% dos entrevistados acreditam que seus filhos passam tempo demais olhando para a telinha.

O estudo também levanta um ponto interessante: pais e filhos relatam menos brigas em relação ao uso contínuo de dispositivos, como smartphones e tablets. Ambos também posicionam que a conexão constante aos aparelhos não afetou negativamente as relações familiares. Entretanto, a pesquisa mostrou que ambos os públicos devem estar sofrendo ou vão sofrer de algum distúrbio de sono ou horários desregulados de descanso: em ambos os casos, smartphones e outros aparelhos são usados à noite ou como despertador, o que a ciência mostra ter um impacto negativo no tempo dedicado ao sono. A razão: checar notificações ou passear pelos feeds das redes sociais.

O estudo completo pode ser encontrado no site oficial da Common Sense.

Fonte: The New Normal: Parents, Teens, Screens, and Sleep in the United States

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