Facebook busca parceria com bancos dos EUA para obter dados de correntistas

Por Carlos Dias Ferreira | 06 de Agosto de 2018 às 21h40
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O Facebook continua com os esforços para transformar o Messenger em um elemento onipresente no cotidiano dos usuários. Dessa vez, a rede social buscou contato com alguns dos maiores bancos dos EUA a fim de ganhar acesso a “informações financeiras detalhadas, incluindo as transações de cartões de crédito e os estratos bancários”, conforme reportou o The Wall Street Journal.

Entre as instituições abordadas por Menlo Park estariam bancos como Citigroup, Wells Fargo, J. P. Morgan Chase e o U.S. Bank. Para todos os efeitos, entretanto, a parceria teria como objetivo emitir alertas de atividades fraudulentas nas contas dos usuários, ou simplesmente para permitir uma rápida consulta bancária dentro do próprio aplicativo do Facebook.

Um pouco mais difícil de justificar com esses mesmo argumentos, entretanto, foi o pedido de informações sobre onde os correntistas dos referidos bancos normalmente faziam suas compras. Seja como for, ao menos por hora a resposta foi uma sonora negativa. Aparentemente, ainda que os bancos normalmente estejam inclinados a incorporar inovações, as instituições têm receios quanto à capacidade do Facebook de gerir adequadamente os dados sensíveis de seus clientes.

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Facebook pretendia utilizar informações como faturas de cartões de crédito e extratos bancários para fornecer consultas e emitir avisos diretamente no Messenger. (Imagem: reprodução/Facebook)

Facebook nega utilizações propostas pelo WSJ

Em resposta ao artigo do The Wall Street Journal, o Facebook nega que esteja coletando informações para quaisquer finalidades que não a de “buscar integração com os bancos, a fim de melhorar o sistema de pagamentos e as iniciativas de comércio por meio do Messenger” — algo que já havia sido lançado como um projeto piloto em Singapura.

“Assim como várias outras companhias inseridas em atividades comerciais, nós efetuamos parcerias com bancos e companhias de cartões de crédito para oferecer serviços, incluindo chats com clientes e gerenciamento de contas”, disse uma representante da companhia ao site TechCrunch. “A ideia é que enviar mensagens ao banco é melhor do que ficar esperando em um telefone — e a adesão fica completamente a cargo do usuário.”

A rede reforça ainda que não está utilizando essas informações para nada além de permitir essas experiências, sem objetivos de veicular publicidade ou algo semelhante. “Uma parte crítica dessas parcerias é manter as informações das pessoas seguras.”

Em resposta à matéria do The Wall Street Journal, a rede social garante que buscou os dados apenas para gerar comodidades via Messenger, com adesão inteiramente a cargo do usuário

Seja como for, não deveria chocar ninguém o fato de a companhia continuar desencavando dados pessoais onde for possível. Afinal, todo o rico filão de Mark Zuckerberg veio da coleta de todo tipo de informação pessoal capitalizável na internet. Grandes instituições financeiras, entretanto, ainda parecem ser uma escalada alta demais.

Fonte: The Wall Street Journal, Techcrunch

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