Cobrar dívidas nas redes sociais não é uma boa ideia

Por Redação | 30 de Junho de 2016 às 21h15

Precisa receber alguma quantia em dinheiro? Bom, se este for o seu caso, tome muito cuidado com a forma que vai cobrar essa dívida. Alguns casos específicos ocorridos no estado do Rio Grande do Sul chamaram a atenção da mídia no decorrer desta semana, e todos com um fato em comum: usando o Facebook como canal.

A primeira ocorrência veio de um comerciante local. O lojista foi processado após cobrar R$ 50 de um vizinho devedor através do Facebook. Segundo determinação legal, o comerciante terá que arcar com R$ 1.500 de indenização após o ocorrido.

Já no município de Santa Maria (RS), outro comerciante resolveu utilizar a mesma estratégia para cobrar R$ 250 de um cliente. Neste caso, o devedor já havia arcado com R$ 200, faltando apenas os R$ 50 restantes para quitar a dívida. Mesmo assim, o lojista resolveu usar a rede social um mês depois da cobrança inicial para tentar receber o restante da quantia.

O resultado? Bem, a princípio o cliente pagou os R$ 50 restantes já no dia seguinte, mesmo assim, o devedor resolveu processar o comerciante por danos morais. Segundo o cliente, como eram vizinhos, a cobrança feita através da rede social causou constrangimento, já que o lojista tinha conhecidos em comum com o devedor. Segundo determinação da justiça, o comerciante foi condenado a pagar R$ 1.500 de indenização por danos morais. A decisão veio do Juizado Especial Cível do município de Santa Maria.

Não é a primeira vez que um caso desse tipo chega a público. Segundo a reportagem original da Folha de S. Paulo, no final de 2015 uma mulher foi condenada a pagar R$ 2.500 de indenização para uma dona de casa. No caso ocorrido no interior de São Paulo, a cobrança inicial feita através do Facebook era de uma dívida de R$ 50 que nem mesmo competia à dona de casa, pois na verdade se tratava de outra devedora. O que, logicamente, acabou agravando ainda mais o caso.

Fica a lição para todos: se alguém está te devendo qualquer quantia que seja, tente resolver o problema pessoalmente ou, no máximo, por telefone. Recorrer às redes sociais para isso pode causar constrangimento e render problemas judicias.

Via: Folha