“As pessoas são mais felizes quando usam o Snapchat”, diz a própria empresa

Por Rafael Arbulu | 09 de Janeiro de 2019 às 12h20
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Segundo o Snapchat, as pessoas que usam seu aplicativo são mais felizes. Isso é o que mostra um estudo comissionado pela Snap, a empresa por trás do app que inaugurou o conceito de “stories”: 95% de seus usuários relataram uma sensação de “felicidade” ao usar o software. O estudo em questão tinha o objetivo de aferir sensações descritas por usuários em diversos canais de redes sociais. Apesar da afirmação, apenas o Snapchat ganhou um percentual quantitativo na pesquisa.

O objetivo da empresa com essa avaliação é o de se diferenciar de outras redes sociais — a maioria, envolta em escândalos que vão desde violação de privacidade e vazamento de dados até a coibição de escândalos e comportamento de assédio. Com base nesses rumos do mercado, o Snapchat espera se posicionar como uma empresa livre desse tipo de situação. Há mérito neste objetivo: segundo levantamento do Pew Research Center (este, sem ser comissionado por ninguém), 74% dos cidadãos norte-americanos vêm se mostrando cada vez mais preocupados com a privacidade de suas informações pessoais.

Sentimentos relacionados ao uso de cada rede social pesquisada (Imagem: Divulgação/Snap)
Para que os usuários acessam cada rede social (Imagem: Divulgação/Snap)

Mais além, a pesquisa fala dos hábitos e do que procuram os usuários em cada rede social: o Snapchat, por exemplo, é mais voltado à conversa entre amigos do que a postagem de atualizações de status. Não tão estranhamente, o app também foi o mais mencionado na categoria “Compras”, em um momento em que a Snap tenta conseguir anunciantes para o braço de advertising do aplicativo.

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Entretanto, o Snapchat não é exatamente “livre” de problemas: a empresa fechou o ano de 2018 com valor de mercado de US$ 6,5 bilhões — o menor desde a sua fundação. A Snap vem tentando reter usuários e evitar um êxodo para concorrentes como Facebook e Instagram (que já lançaram e coletam amplo sucesso com seus próprios mecanismos de “Stories”), ao mesmo tempo em que lança práticas e produtos que mais lhe causaram prejuízo do que atenção: além de um redesign do app que foi tão mal recebido que seus usuários abriram petição de reversão ao modelo antigo com mais de um milhão de assinaturas, a Snap também lançou o Spectacles, um par de óculos de realidade aumentada que permite ver o feed de seus amigos na rede — este projeto trouxe um prejuízo de US$ 40 milhões à companhia.

Muito disso, segundo especialistas, se dá pela política de gestão mais “teimosa” de Evan Spiegel, co-fundador e CEO da Snap: o executivo é conhecido por tomar decisões e forçar a sua execução mesmo quando aconselhado contra elas, dizem analistas do banco de investimentos SunTrust Robinson Humphrey e da agência de marketing digital PMX.

Fonte: Mashable (1) (2)

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