Após meses em queda, Twitter registra alta de 6% em usuários ativos mensais

Por Redação | 26 de Abril de 2017 às 12h30
photo_camera Divulgação

Apesar de manter uma base fiel de usuários, o Twitter luta para se manter relevante num mercado dominado por aplicativos e outras redes sociais - a maioria pertencente ao Facebook, como o WhatsApp e o Instagram. E pela primeira vez em meses, a companhia registrou um aumento no número de internautas que utilizam o site com frequência mensalmente.

Durante a divulgação de seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2017, a empresa de Jack Dorsey revelou que teve alta de 6% em usuários ativos mensais, totalizando 328 milhões. Isso superou as expectativas de analistas, que eram de 321 milhões, e é maior ainda se comparado aos números do mesmo período ano passado, quando o serviço tinha 319 milhões de usuários ativos ao mês. A quantidade de usuários ativos por dia também cresceu no período (14%), mas a corporação não divulgou mais detalhes.

Dorsey atribuiu esse crescimento a uma série de mudanças promovidas pela rede social nos últimos anos, sendo que a maioria delas, segundo o executivo, foi para tornar a linha do tempo mais agradável e acessível a outras ferramentas dentro do próprio site. O Twitter é um dos poucos serviços de internet que tem sua mecânica intacta desde que foi lançado, e as alterações mais recentes no produto foram bem vistas pelo mercado. Uma delas foi a remoção das "@s" nos tweets, que passaram a não contar como caracteres.

O empresário ainda disse que a plataforma tenta disponibilizar novos recursos o mais rápido possível e para todos, além de monitorar e encerrar perfis abusivos que prejudiquem a experiência dos outros usuários. "Temos feito um progesso significativo em identificar e remover contas que demonstram comportamento abusivo e, com isso, temos visto menos denúncias em todo o serviço", destacou.

Mesmo tendo registrado uma queda de 7,8% em sua receita, o faturamento da empresa nos três primeiros meses de 2017 também ficou acima da margem estipulada pelos analistas. Ao todo, a entidade ganhou US$ 548 milhões, contra os US$ 511,9 milhões - para efeito de comparação, no primeiro trimestre de 2016, o lucro foi de US$ 595 (queda de 8%). Até a manhã desta quarta-feira (26), as ações da companhia valiam US$ 0,11, dez vezes mais do que a previsão do mercado, que era de apenas US$ 0,01.

Fontes: TechCrunch, CNBC

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