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Universidade cria "ouvido biônico" capaz de se conectar ao cérebro humano

Por  • Editado por Léo Müller |  • 

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interface neural auditiva
Imagem gerada por IA/Gemini

Pesquisadores da Universidade de Nankai, na China, desenvolveram um "ouvido biônico" que promete criar uma ligação direta entre um sistema artificial e o sistema nervoso para combater a perda auditiva neurossensorial.

O dispositivo, apresentado na revista científica Nature Materials, funciona como uma interface neuromórfica capaz de reproduzir funções do nervo auditivo. Ao detectar sons, interpreta antes de enviá-los ao cérebro e imita o comportamento da audição natural.

Os implantes cocleares convencionais captam o som e o transformam em impulsos elétricos, mas ainda dependem de um nervo auditivo saudável para levar essas informações ao cérebro.

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Então essa nova tecnologia foi criada justamente para contornar essa limitação. O sistema reúne diferentes módulos em uma única plataforma, com captação de som, codificação neuromórfica, processamento de linguagem e geração de sinais elétricos compatíveis com neurônios vivos.

Segundo os pesquisadores, o dispositivo simula o funcionamento da cóclea e usa um circuito inspirado nas redes neurais do cérebro para filtrar, analisar e priorizar informações sonoras. Por fim, converte esses dados em impulsos elétricos capazes de estabelecer comunicação com o sistema nervoso.

Testes mostraram compreensão de comandos

Nos testes, após receberem o implante, os coelhos com deficiência auditiva voltaram a perceber sons e passaram a distinguir diferentes comandos de voz. Em resposta às instruções, conseguiram realizar tarefas específicas.

A interface foi capaz de processar informações, diferenciar palavras semelhantes e criar um circuito fechado entre a percepção auditiva, o entendimento do comando e a execução da ação.

Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda foi testada apenas em animais e não está disponível para uso clínico em humanos. E os cientistas nos surpreendem a cada dia com novas descobertas. Recentemente, pesquisadores da Northwestern University usaram truque de aranhas para medir profundidade em segundos.