Robô humanoide mais barato do mundo ganha versão global; veja o que ele faz
Por Nathan Vieira • Editado por Léo Müller |

Um robô humanoide com preço fora do padrão pode chegar a novos mercados em breve. O modelo R1, da Unitree Robotics, começou a ser vendido na China e agora pode ganhar distribuição internacional, incluindo Estados Unidos, Europa e Ásia. A proposta é oferecer um humanoide funcional por um valor muito mais baixo do que o praticado hoje.
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O R1 é um robô compacto, com cerca de 1,2 metro de altura e peso entre 25 e 27 kg. Ele foi projetado com 26 articulações, o que permite movimentos variados. Ele consegue correr, chutar, levantar sozinho e até dar cambalhotas.
O sistema permite interações por voz e também reconhecimento de imagem. Isso abre espaço para testes em automação, pesquisa e desenvolvimento de aplicações com inteligência artificial.
A proposta não é substituir tarefas humanas no dia a dia. O foco está mais em servir como plataforma de experimentação para desenvolvedores, universidades e empresas que trabalham com robótica.
Preço do R1 chama atenção
O principal destaque do R1 é o custo inicial, em torno de US$ 4,9 mil (em torno de R$ 25 mil). Hoje, robôs humanoides costumam custar dezenas de milhares de dólares, o que limita o acesso a grandes empresas ou centros de pesquisa.
Com esse valor mais baixo, o R1 entra em uma faixa mais acessível para laboratórios menores e até entusiastas. Isso pode ampliar o número de pessoas testando soluções com robôs humanoides.
Possível lançamento global
Segundo informações de mercado, a Unitree pode começar a vender o R1 fora da China por meio de plataformas online. Ainda não há confirmação oficial de preços internacionais ou datas exatas.
Se a expansão acontecer, o robô pode chegar a países como Estados Unidos, Japão e Singapura. A expectativa é que isso aumente a presença desse tipo de tecnologia fora de ambientes controlados.
Mesmo com o avanço, o uso doméstico ainda é limitado. O R1 não foi pensado para tarefas do cotidiano, como limpeza ou assistência pessoal. Por enquanto, o maior impacto está na democratização da robótica humanoide. Com preços menores e maior disponibilidade, mais pessoas podem testar, adaptar e criar novas aplicações.
Fonte: Digital Trends