Robô é acusado de assediar adolescente na Alemanha; polícia investiga responsável
Por Bruno Bertonzin |
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Um robô humanoide foi apreendido pela polícia alemã após uma denúncia de assédio sexual contra uma adolescente de 16 anos, na cidade de Colônia. Agora, os investigadores tentam descobrir se alguém controlou o equipamento para cometer o suposto abuso.
O caso envolve dois jovens, de 16 e 19 anos. O mais novo seria o proprietário do robô, enquanto o outro é suspeito de ter filmado e transmitido o episódio ao vivo nas redes sociais, inclusive com uma narração do ocorrido.
A Polícia Criminal de Colônia abriu uma investigação por suspeita de ofensa com motivação sexual e apreendeu dois celulares dos envolvidos, além do próprio robô. A intenção é esclarecer a participação de cada suspeito e identificar como o dispositivo foi operado.
O que aconteceu com a adolescente?
O episódio aconteceu na madrugada de domingo (11), próximo a uma lanchonete de fast-food no centro de Colônia. A vítima estava com duas amigas, de 17 e 18 anos, quando teria sido abordada pelo equipamento.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, o robô se aproximou pelas costas, tocou as nádegas da adolescente e fez movimentos de projeção do corpo para a frente.
O dispositivo tem aproximadamente 1,2 metro de altura e acabamento vermelho e dourado. Após a denúncia, policiais localizaram o humanoide dentro do porta-malas de um Volkswagen, nas proximidades da Hohenzollernring, uma das ruas da região central da cidade.
Investigação deve esclarecer se houve controle humano
A principal dúvida da polícia é se o comportamento do robô foi resultado de comandos deliberados. Até o momento, não há uma conclusão sobre o funcionamento do equipamento durante o episódio.
De acordo com o jornal alemão Die Welt, os investigadores analisam gravações que podem ajudar a esclarecer o caso. Além dos possíveis registros feitos pelo suspeito de 19 anos, a região do incidente conta com câmeras de vigilância da própria polícia.
As autoridades ainda precisam verificar a autenticidade dos vídeos que circulam na internet e confrontar as imagens com os depoimentos dos envolvidos.
Por enquanto, não há confirmação sobre quem teria comandado os movimentos do robô ou qual foi a participação efetiva de cada suspeito.