Por que o Brasil foi o primeiro a testar o novo teclado da Logitech G
Por Marcelo Fischer Salvatico |

O mercado gamer brasileiro aumentou sua relevância no calendário global de periféricos. Na Gamescom Latam 2026, realizada entre 30 de abril e 3 de maio no Distrito Anhembi, em São Paulo, a Logitech G escolheu o público local para a estreia presencial dos teclados G512X, um dia após o anúncio global da linha.
🎧Ouça o Podcast Canaltech no Spotify
🎧Ouça o Podcast Canaltech na Deezer
🎧Ouça o Podcast Canaltech no Apple Podcasts
"O G512X foi anunciado ontem mundialmente e hoje o brasileiro é o primeiro do mundo a testar esse teclado em primeira mão", afirmou Leandro Rocha, gerente de produtos gaming da Logitech G no Brasil, em entrevista ao Podcast Canaltech deste sábado (30).
Os modelos G512X 75 e G512X 98 trazem a tecnologia Dual Swap, que permite alternar entre switches magnéticos e mecânicos no mesmo corpo do teclado, adaptando o periférico a diferentes estilos de uso ou de jogo.
A participação no evento marca uma mudança em relação a 2025, quando a empresa ficou de fora da Brasil Game Show. Na Gamescom, a Logitech G ocupou um estande de 100 m² com ativações, lançamentos e a presença de parceiros do cenário competitivo.
Segundo Rocha, o retorno foi resultado de uma decisão deliberada de aproximação com a comunidade local.
Parceria com FURIA e esportes eletrônicos
No campo competitivo, a marca reforçou a parceria com a FURIA, organização que Rocha descreve como a maior da América Latina. A org foi a primeira do continente a ter o logo estampado nos produtos PRO da Logitech G e está presente em modalidades como Counter-Strike, League of Legends, Rainbow Six e Valorant.
Rocha citou Kscerato — jogador da FURIA entre os brasileiros mais bem posicionados no ranking mundial de CS2 — como símbolo do impacto da parceria. "O Kscerato, cada vez mais globalmente, tem essa imagem. Para nós é um prazer que foi com o nosso produto junto que trouxe essa vantagem", disse.
Também foram apresentados na Gamescom o headset sem fio G321, modelo de entrada da marca com 200 g, conexão USB Lightspeed e Bluetooth a partir de R$ 380, e o mouse Superstrike, já disponível no mercado.
Tarifas e volatilidade de preços
Rocha reconheceu que o Brasil enfrenta desafios distintos de outras regiões em relação a tarifas de importação e variações tributárias. "O Brasil tem o desafio tarifário e de imposto, que pode mudar a qualquer momento", afirmou.
A resposta da empresa envolve equipes dedicadas às questões fiscais e logísticas locais e planejamento com múltiplos cenários de abastecimento.
Para Rocha, a adaptação ao mercado local também passa por compreender o perfil diversificado do gamer brasileiro — do jogador focado em performance ao que prioriza mobilidade e custo-benefício.
Os detalhes sobre como a empresa equilibra esses dois extremos no portfólio estão na entrevista completa. Ouça a conversa com Leandro Rocha no Podcast Canaltech deste sábado.