No celular, por favor – a tendência do m-payment

Por Colaborador externo | 16 de Novembro de 2015 às 13h29

Por Ronaldo Yoshida*

Ao final de uma compra, geralmente ouvimos: dinheiro ou cartão? A resposta, no entanto, pode ser “no celular, por favor”. A mobilidade já é uma realidade de mercado. Muitas empresas adaptam seus negócios para este modelo ou, então, já nascem desta forma. O mesmo começa a acontecer com o mobile payment. Aos poucos, esta categoria se confirma como prática. Nos aplicativos para pedir táxi, por exemplo, os usuários efetuam o pagamento, seja através de cartão de crédito ou débito, direto no dispositivo. E isso torna-se cada vez mais comum.

Grandes bancos investiram no desenvolvimento de aplicativos mobile, assim seus clientes não precisam, necessariamente, ir até uma agência para efetuar operações como pagamentos de boletos, contas de consumo e/ou transferências. Segundo dados do Banco Central, a utilização de dispositivos móveis em transações bancárias cresceu 2.275% nos últimos cinco anos. Esse aumento supera até mesmo o atendimento pela internet, com crescimento de 135% no período – o que corresponde, atualmente, por 40% das operações realizadas. É uma grande oportunidade já que as pessoas querem mais mobilidade para diferentes aplicações.

Nos Estados Unidos, de acordo com o eMarketer, a expectativa é de que 23.2 milhões de pessoas utilizem o m-payment ainda este ano. Em 2016, este número deverá crescer 61.8%. No caso do mercado brasileiro, o mobile payment ainda precisa evoluir para que o conceito vire, de fato, parte do nosso dia a dia. Um ponto importante é com relação à infraestrutura e ao desempenho das redes móveis. O Gartner aponta que o tráfego global de dados móveis deve atingir 52 milhões de terabytes em 2015. A consultoria aconselha, inclusive, que os prestadores de serviços repensem suas infraestruturas de dados para conseguir atender todas as necessidades dos consumidores. Ou nos preparamos para absorver a demanda ou a experiência do usuário será diretamente afetada.

E sabemos, o UX (User Experience) é ponto fundamental nos dias de hoje. Se ao efetuar um pagamento através de seu dispositivo móvel, a operação falhar uma, duas ou três vezes, o usuário não tentará novamente. Isso é um fato. Atender as expectativas do cliente é essencial. Até mesmo com relação à segurança. Muitos ainda se sentem inseguros em efetuar pagamentos em aparelhos celulares. É praticamente uma questão cultural que deve ser contornada pelas companhias entrantes deste mercado.

Os desafios são muitos, mas as oportunidades de negócios são ainda mais numerosas. O mobile é uma tendência que não vai passar. Ela veio para ficar. Uma vez que todas as empresas derem este primeiro passo, a jornada não terá volta. Resta saber se a sua organização está preparada para este novo momento. Porque, senão estiver, é hora de começar a planejar.

*Ronaldo Yoshida é gerente de Produtos da Accesstage.