Drone movido a hidrogênio pode aposentar baterias e garantir mais tempo de voo
Por Bruno Bertonzin • Editado por Léo Müller | •

Pesquisadores do instituto escandinavo SINTEF, na Noruega, desenvolveram um drone de carga pesada alimentado por hidrogênio. O projeto busca solucionar a limitação de alcance das baterias convencionais, que hoje restringe o uso de equipamentos comerciais em missões de longa distância ou em locais remotos.
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Em vez de criar uma estrutura do zero, a equipe adaptou um modelo elétrico já existente e substituiu as baterias por uma célula de combustível e um tanque de hidrogênio. Segundo Federico Zenith, cientista sênior da instituição, a conversão é direta, e permite que operadores e empresas atualizem frotas atuais sem a necessidade de adquirir novos equipamentos.
A tecnologia de célula de combustível apresenta vantagens sobre motores a combustão e baterias. Enquanto motores a gasolina exigem manutenção constante e substituições frequentes, a célula de hidrogênio opera por pelo menos mil horas sem grandes manutenções. Além disso, o sistema permite uma troca rápida quando atinge o fim da vida útil.
O uso do hidrogênio é voltado para operações críticas onde drones comuns falham. Entre as aplicações ideais estão a inspeção de linhas de transmissão após tempestades e missões de busca e salvamento. O alcance estendido permite que o equipamento substitua o uso de helicópteros, o que reduz custos e riscos operacionais.
Atualmente, o modelo é o único drone a hidrogênio em operação na Noruega e, possivelmente, em toda a Escandinávia. O custo da célula de combustível ainda é elevado, mas os pesquisadores defendem que o investimento se paga ao evitar o deslocamento de aeronaves tripuladas para o monitoramento de áreas de risco ou mapeamento de neve.
O próximo passo do projeto foca na resistência climática. O protótipo atual opera apenas em condições secas e temperaturas acima de zero. A equipe do SINTEF agora busca parceiros e novos investimentos para tornar o drone capaz de enfrentar o rigoroso inverno norueguês e voar sob condições adversas de tempo.
Fonte: DigitalTrends