Como se livrar de eletrônicos velhos sem pagar nada; Correios faz envio grátis
Por Bruno Bertonzin |
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Celular velho, notebook quebrado, fone que não funciona mais ou aquele eletroportátil esquecido no armário agora podem ganhar uma destinação correta sem que você precise pagar pelo descarte. Os Correios passaram a receber gratuitamente equipamentos eletroeletrônicos usados em mais de 6 mil agências do país.
O serviço faz parte de uma parceria com a Circular Brain e funciona nas unidades que oferecem o Balcão do Cidadão. Não é necessário marcar horário: basta preparar os aparelhos, ir até uma agência participante e fazer a postagem.
Como descartar eletrônicos de graça pelos Correios?
O processo é simples, mas há algumas regras importantes. O limite é de 30 kg por remessa, os equipamentos precisam estar dentro de uma caixa e alguns tipos de resíduos não são aceitos.
1. Confira se a agência oferece o serviço
Apesar de os Correios terem mais de 10 mil agências no Brasil, o descarte de eletrônicos está disponível em mais de 6 mil unidades que contam com o Balcão do Cidadão.
Por isso, antes de sair de casa, vale consultar a relação de pontos participantes disponibilizada pela Circulare e procurar uma agência próxima.
2. Separe os eletrônicos que quer descartar
O serviço aceita diversos aparelhos domésticos de pequeno porte. Entre os exemplos estão celulares, telefones, notebooks, tablets, teclados, mouses, fones de ouvido, caixas de som e videogames.
Também entram nessa lista eletroportáteis de cozinha, como liquidificadores, cafeteiras e torradeiras, além de secadores, pranchas, barbeadores, aspiradores, ferros e ventiladores.
De forma geral, podem ser levados eletrônicos de até 30 kg que precisam de energia para funcionar.
3. Não coloque pilhas, baterias ou lâmpadas
Nem todo tipo de lixo eletrônico entra nessa modalidade. Pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitas pelo serviço dos Correios.
Esses produtos precisam seguir outros sistemas de logística reversa e, portanto, não devem ser colocados junto aos equipamentos enviados pela parceria com a Circular Brain.
4. Coloque os aparelhos em uma caixa, mas deixe a embalagem aberta
Depois de separar os produtos, coloque tudo em uma caixa. O peso total da remessa não pode ultrapassar os 30 kg.
Há um detalhe importante: não feche a embalagem antes de chegar aos Correios. O fechamento da caixa fica por conta do atendente no momento da postagem.
5. Leve a caixa aos Correios sem precisar agendar
Com tudo separado, basta ir até uma das agências participantes. O serviço não exige agendamento prévio e o consumidor não paga pela postagem.
Na prática, é possível aproveitar uma ida aos Correios para resolver outra tarefa e já levar os eletrônicos antigos que estavam parados em casa.
6. Informe seus dados no atendimento
No balcão, será necessário fornecer algumas informações para concluir o envio. Os Correios solicitam nome, CPF, endereço, e-mail e telefone.
Depois que a postagem for registrada e a embalagem fechada, o consumidor recebe um comprovante do envio.
O que acontece com os eletrônicos depois do descarte?
Os equipamentos não ficam nos Correios. Depois da postagem, cada caixa segue para a Rede Circulare, operada pela Circulare Brain.
A empresa direciona a remessa ao reciclador homologado mais próximo. O processo também conta com rastreamento até a destinação final dos materiais.
A proposta é fazer com que componentes que ainda podem voltar à cadeia produtiva sejam reaproveitados, em vez de permanecerem esquecidos em gavetas ou irem parar no lixo comum.
Brasil ainda recicla pouco lixo eletrônico
A facilidade para descartar esses equipamentos se torna ainda mais relevante diante do volume de resíduos eletrônicos produzido no país. O Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, segundo dados de 2022 da Global E-waste Statistics Partnership, da UIT e da Unitar.
Desse total, apenas cerca de 3% passa por coleta formal. Em 2025, a Rede Circulare processou 83 mil toneladas de resíduos eletroeletrônicos.
A logística reversa desse tipo de produto já é prevista pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e pelo Decreto 10.240/2020, que estabelecem responsabilidades para fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes.
Com a entrada dos Correios na cadeia, o consumidor ganha uma alternativa mais simples: em vez de procurar um ponto específico de reciclagem, pode entregar diversos eletrônicos antigos em milhares de agências espalhadas pelo país.