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Choques, incêndios e mais: 5 riscos de usar eletros antigos demais

Por  • Editado por Léo Müller | 

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TopSphere Media/Unsplash
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Eletrodomésticos antigos demais, especialmente os que ainda tinham carcaça metálica e não vinham com tomada de três pinos, podem funcionar até hoje, mas trazem riscos que muitos consumidores não percebem. O desgaste natural, a perda de eficiência e a falta de recursos modernos de segurança tornam seu uso potencialmente perigoso.

Segundo Voldi Costa Zambenedetti, engenheiro eletricista e professor da Escola Politécnica da PUCPR, o principal problema está nas diferenças de projeto entre os eletros antigos e os atuais: “Os eletrodomésticos mais antigos não possuíam tomada com o pino de aterramento, o que pode levar a uma situação de choque por contato”, explica. Veja os riscos:

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1. Choque elétrico por falta de aterramento

2. Incêndio causado por fios desgastados ou perda de isolamento

3. Aumento no consumo de energia e sobrecarga na rede

4. Falhas internas silenciosas que só aparecem na conta de luz

5. Risco contínuo quando o aparelho não atende às normas atuais

O engenheiro também reforça que fios desgastados, perda de isolamento e componentes envelhecidos aumentam a chance de acidentes domésticos.

Outro ponto relevante é que muitos desses aparelhos foram feitos antes do aperfeiçoamento das normas de segurança atuais, e por isso não contam com mecanismos modernos de proteção.

1. Choque elétrico por falta de aterramento

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Um dos riscos mais comuns em eletros antigos é o choque por contato, já que esses equipamentos não foram projetados com o pino de aterramento exigido atualmente.

“Os eletrodomésticos mais antigos não possuíam tomada com o pino de aterramento, o que pode levar a uma situação de choque por contato”, diz Zambenedetti.

Sem essa proteção e com isolamento degradado, a carcaça metálica pode energizar-se e causar acidentes.

2. Incêndio causado por fios desgastados ou perda de isolamento

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Com o tempo, cabos ressecam, derretem ou se soltam, aumentando o risco de curtos e incêndios, especialmente em equipamentos que esquentam ou possuem motores.

Segundo o especialista, “os fios desgastados podem sempre levar a uma situação de risco”, e o mesmo desgaste pode gerar faíscas ou aquecimento excessivo, que evoluem para incêndios.

3. Aumento no consumo de energia e sobrecarga na rede

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Além de menos seguros, eletros antigos também são menos eficientes. Com tecnologia ultrapassada e perda de isolamento, eles exigem mais energia para entregar o mesmo desempenho.

“Aparelhos antigos costumam ser menos eficientes e portanto gastar mais energia elétrica para obter o mesmo resultado”, explica Zambenedetti.

Em alguns casos, esse consumo maior pode sobrecarregar instalações já antigas.

4. Falhas internas silenciosas que só aparecem na conta de luz

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Mesmo antes de apresentar falhas visíveis, muitos eletros antigos revelam problemas por meio do aumento repentino de consumo. Ruído, faíscas ou ferrugem são sinais claros de risco, mas há problemas invisíveis.

O professor alerta: “a diminuição da segurança vem associada a um aumento de consumo ou perda de eficiência”, que o consumidor só percebe ao ver uma fatura de energia incomumente alta.

5. Risco contínuo quando o aparelho não atende às normas atuais

Mesmo com manutenção, há casos em que o aparelho simplesmente não atende às regras de segurança modernas, como a ausência do pino de aterramento.

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“Quando ele não cumpre as normas mais atualizadas, como a falta de tomada com pino de aterramento, deixa de ser seguro”, afirma o especialista. A única compensação possível é garantir uma instalação elétrica moderna, com DR e supressores, mas isso nem sempre elimina o risco totalmente.

Eletrodomésticos antigos podem até parecer resistentes, e, embora seja possível usá-los com mais segurança em instalações modernas, o risco nunca é totalmente eliminado. Se o equipamento apresenta ruídos, ferrugem, faíscas, aquecimento excessivo ou causa desligamentos, é sinal claro de que está na hora de substituir.

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