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Testamos a GoPro MAX 2, câmera de ação que grava em 8K e 360º

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Gabriel Furlan/Canaltech
Gabriel Furlan/Canaltech
GoPro Max 2

A GoPro Max 2 chega como evolução direta do modelo Max, e é uma das melhores câmeras de ação em 360º no mercado. A promessa é entregar versatilidade para criadores de todos os níveis, com captura tradicional em ângulo amplo com recursos avançados, estabilidade de alto nível e ferramentas criativas que facilitam tanto a produção casual quanto conteúdos mais elaborados.

Sua maior carta na manga é a capacidade de captura esférica em 360º, que permite um “reframe” depois da gravação, com ângulos personalizados e até vídeos estabilizados sem esforço. A Max 2 também se apresenta como uma action cam muito capaz, com modos tradicionais de ângulo amplo, time-lapses e recursos de áudio robustos – um pacote completo para aventureiros, viajantes e criadores de conteúdo.

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Prós

  • Excelente qualidade de vídeo
  • Estabilização HyperSmooth top de linha
  • 360º com “reframe” poderoso

Contras

  • Portabilidade reduzida
  • Depende de software para edição avançada

Design e construção

A Max 2 tem um visual robusto, familiar para quem já conhece as câmeras GoPro, mas com algumas melhorias sensoriais. A construção é sólida, com um corpo ligeiramente maior e mais pesado que a Hero padrão, fruto principalmente do hardware extra exigido para captura em 360º. Ela mantém o padrão de resistência à água (até 10 metros sem case) e encaixe universal para acessórios, que garante compatibilidade com todo o ecossistema GoPro.

O foco no design orientado à captura de 360º é evidente: as duas lentes gêmeas estão posicionadas para minimizar o “ponto cego” de costura e permitir uma transição suave entre os dois lados da esfera de vídeo. A Max 2 é construída com um sistema de sensores e lentes bastante simétrico e otimizado, o que ajuda a reduzir artefatos nas áreas próximas à costura da imagem.

Apesar da qualidade de construção, a Max 2 não é tão compacta quanto modelos focados exclusivamente em ação. A presença dos dois módulos ópticos e a necessidade de processamento adicional tornam o corpo ligeiramente maior, o que pode ser um ponto de atenção para quem prioriza portabilidade extrema.

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Mesmo sendo pequeno, o modelo ainda peca um pouco em termos de portabilidade, sendo ligeiramente mais pesado e robusto que uma GoPro Hero

Renato Moura Jr.

Qualidade de vídeo e estabilização

No quesito que mais importa, que seria a captura de vídeo, a GoPro Max 2 entrega resultados que impressionam. A qualidade geral de imagem é excelente tanto no modo tradicional (wide) quanto em 360º. A nitidez é alta, as cores são vibrantes e o alcance dinâmico é eficiente sob luz natural, e permite capturas que vão de paisagens amplas a cenas de ação intensas.

A estabilização HyperSmooth, já consagrada nos modelos Hero, retorna de forma ainda mais refinada na Max 2. Nos testes práticos, ela conseguiu suavizar vibrações abruptas e movimentos irregulares com eficácia, um dos pontos mais altos desse modelo. Mesmo em situações de corrida, trilhas ou esportes radicais, os vídeos permanecem incrivelmente estáveis.

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No modo 360º, a possibilidade de “reframe” depois da gravação é o verdadeiro diferencial: você pode ajustar o ângulo, bloquear o horizonte ou criar movimentos dinâmicos em pós-produção, sem precisar planejar cada tomada antecipadamente. Isso transforma completamente o fluxo de trabalho para quem trabalha com redes sociais, e permite narrativas visuais mais criativas e dinâmicas.

Ainda assim, a captura 360º não é perfeita em todos os cenários. Em situações de luz baixa ou contrastes extremamente altos, a costura pode aparecer e a nitidez pode cair um pouco nos cantos do campo de visão — uma limitação que persiste em várias câmeras 360º e não apenas na Max 2, vale pontuar.

Foto e áudio

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Para fotos, a Max 2 oferece boa qualidade, considerando seu foco principal em vídeo. As imagens em 360º são detalhadas e utilizáveis para panoramas ou recortes subsequentes, embora não alcancem a mesma profundidade de sensores maiores presentes em câmeras dedicadas a foto. Em ambientes bem iluminados, as fotos saem com cores ricas e definição sólida; em baixa luz, entretanto, o ruído começa a aparecer com mais intensidade.

O áudio da Max 2 é outra área que se destaca positivamente. O sistema de microfones captura o som de forma clara e com bom alcance, e a GoPro oferece uma boa supressão de vento integrada para gravações ao ar livre. Isso faz com que entrevistas rápidas ou vídeos com narração espontânea saiam com qualidade respeitável, mesmo sem microfone externo.

Apesar de não ser o foco do produto, a Max 2 também é bem competente para fotografar, com destaque para suas fotos panorâmicas em 360º

Renato Moura Jr.
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Recursos e usabilidade

A experiência de uso da Max 2 é bastante acessível. A tela touchscreen traseira é responsiva e intuitiva, e a interface de menus segue a linguagem de outros modelos da GoPro, o que facilita a curva de aprendizado para quem já está familiarizado com a marca. Tanto o aplicativo móvel quanto o fluxo de transferência sem fio funcionam bem para revisar e editar clipes rápidos antes de compartilhar.

Existem recursos para livestreams diretamente da câmera, modos automáticos para time-laps e opções personalizáveis de resolução e taxa de quadros, funções que tornam a Max 2 versátil para vários tipos de criadores, de vloggers a atletas que precisam de fluxos rápidos de trabalho.

Contudo, a edição de vídeos 360º ainda pode ser um pouco trabalhosa em softwares externos, e exige paciência e equipamentos com bom poder de processamento. Para usuários que não estão acostumados com pós-produção, a curva pode parecer íngreme no começo.

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Limitações e pontos fracos

Apesar de seu conjunto impressionante, a GoPro Max 2 não é perfeita. A maior crítica vai para a portabilidade: ela é significativamente maior e mais pesada que as Hero mais recentes, o que pode torná-la menos prática para uso espontâneo ou em acessórios compactos.

Outra limitação relevante está na performance em condições extremas de luz. Embora a qualidade de vídeo seja ótima de modo geral, situações de alto contraste ou baixa iluminação podem revelar artefatos ou queda de nitidez em partes do quadro, especialmente em capturas 360º.

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Por fim, a necessidade de software para “reframing” e pós-produção de vídeos 360º ainda é um ponto de fricção para muitos. Mesmo com editores amigáveis, montar um clipe dinâmico e perfeito exige tempo e algumas habilidades técnicas, o que pode ser um obstáculo para usuários que buscam resultados imediatos.

Vale a pena comprar a GoPro Max 2?

A GoPro Max 2 é uma câmera de ação em 360º extremamente competente, que eleva o padrão em muitos dos quesitos que importam para criadores modernos. Sua qualidade de vídeo, estabilização de ponta, versatilidade de modos e áudio sólido a tornam um equipamento completo para quem quer capturar aventuras com liberdade criativa.

Ela funciona bem tanto para produções rápidas quanto para projetos mais elaborados, com um pacote rico em ferramentas úteis que agradam amadores e profissionais. Contudo, o tamanho maior, a curva de aprendizado em 360º e algumas limitações em condições extremas de luz mostram que ainda há espaço para melhorias.

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Mesmo assim, ela representa um dos melhores pontos de equilíbrio atualmente entre câmera de ação tradicional e captura 360º, sendo uma opção excelente para quem quer colocar tanto adrenalina quanto criatividade em seus vídeos — mesmo que isso exija um pouco mais de dedicação na edição.

Vale ressaltar que não é um produto barato, saindo por valores entre R$ 4.500 e R$ 5.000 (sem acessórios) no momento. Acaba sendo uma quantia alta para pagar no caso daqueles que querem apenas uma câmera para recreação, mas para fins profissionais, está dentro das expectativas

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