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Notebook da Asus com a GoPro quer substituir desktops para edição profissional

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

A Asus trouxe ao Brasil o ProArt GoPro Edition, notebook desenvolvido em parceria com a GoPro para criadores de conteúdo profissionais.

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A máquina roda o processador AMD Ryzen AI Max Plus 395, tem 128 GB de memória unificada e preço sugerido de R$ 39.999. O objetivo declarado é permitir edições em 4K e 8K fora de um setup fixo, sem abrir mão da potência típica de workstations.

O chip da AMD reúne 16 núcleos Zen 5, NPU dedicada com 50 TOPS e a GPU integrada Radeon 8060S. O technical PR da Asus no Brasil, Murilo Tunholi, afirmou no Podcast Canaltech deste sábado (28) que a placa gráfica é "equiparável a uma RTX 4070 de notebooks".

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Os 128 GB de memória podem ser alocados de forma flexível entre RAM do sistema e memória de vídeo, dependendo da demanda de cada projeto.

A NPU alivia CPU e GPU durante tarefas com inteligência artificial, o que, segundo Tunholi, resulta em renderizações mais rápidas, menor consumo de energia e menos calor.

Aplicativos como o pacote Adobe, DaVinci Resolve e o GoPro Player ganham eficiência com essa divisão de carga. "Você pode trabalhar com ferramentas de treinamento de inteligência artificial de larga escala, fazendo tarefas que a gente precisava de um desktop para poder executar e agora você consegue fazer em qualquer lugar", disse o executivo.

StoryCube e integração com a nuvem da GoPro

O notebook inclui o StoryCube, aplicativo de gerenciamento de mídia da Asus que importa arquivos diretamente da nuvem da GoPro, eliminando a necessidade de cartão SD ou transferência via celular.

O software usa IA para classificar o conteúdo por pessoas, locais e ambientes, além de ler nativamente arquivos em 360 graus, o que facilita a edição de gravações feitas com câmeras como a GoPro Max 2.

O produto mira em cineastas e videomakers que trabalham com múltiplas câmeras e alta demanda de edição.

"A gente está mirando nos criadores de conteúdo profissionais que trabalham com diversas câmeras ao mesmo tempo, que precisam editar com muitos efeitos, que precisam editar muito rápido", afirmou Tunholi.

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Ele posiciona o ProArt como alternativa às workstations e notebooks de criação que, segundo ele, chegam a custar entre R$ 50 mil e R$ 60 mil no mercado.

A linha ProArt entrou no Brasil em 2022 com o ProArt Studio Book 16. O retorno agora com a edição GoPro responde, segundo a empresa, a uma demanda identificada pela comunidade de criadores e pela imprensa, inclusive durante a CES 2026.