Publicidade

Notebook com IA: o que muda na prática e como escolher o certo

Por  |  • 

Compartilhe:
Danilo Berti/Canaltech
Danilo Berti/Canaltech

A proliferação do selo "IA" em notebooks tem gerado confusão no mercado. No Podcast Canaltech desta quinta-feira (9), a gerente regional de vendas da AMD no Brasil, Priscila Bianchi, explica que a diferença entre um notebook convencional e um efetivamente preparado para inteligência artificial está no hardware, especificamente na presença de uma NPU (Neural Processing Unit), unidade de processamento neural embarcada no chip.

🎧Ouça o Podcast Canaltech no Spotify
🎧Ouça o Podcast Canaltech na Deezer
🎧Ouça o Podcast Canaltech no Apple Podcasts

"Quando a gente fala que tem um notebook pronto para IA, a gente está falando de uma mudança física no hardware", explica Bianchi. Com a NPU, o processamento das tarefas de IA acontece localmente, sem depender da nuvem, o que resulta em menor consumo de energia, mais velocidade de resposta e maior segurança dos dados do usuário.

Notebooks sem NPU conseguem rodar aplicativos como o ChatGPT via internet, mas ficam limitados em tarefas mais intensas e em funcionalidades que exigem processamento local. A distinção importa na hora da compra.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Copilot+ exige mínimo de 40 TOPs

Outro ponto destacado pelo gerente de vendas da divisão de componentes da AMD no Brasil, Artur Oliveira, é que nem todo processador com NPU atende ao padrão Copilot+ da Microsoft.

Para rodar a plataforma, que concentra os recursos de IA nativos do Windows, o chip precisa ter capacidade mínima de 40 TOPs (trilhões de operações por segundo).

"Quando o usuário vai fazer um investimento, ele tem que entender que precisa procurar um processador com no mínimo 40 TOPs, que é aquele que vai rodar o Copilot Plus", afirma Oliveira.

Processadores com 15 ou 20 TOPs entregam desempenho melhor que chips sem nenhuma NPU, mas não estão dentro do padrão Copilot+.

A diferença prática: o Copilot convencional ainda depende de processamento em nuvem para parte das funções, enquanto o Copilot+ executa tudo localmente.

Para orientar a escolha, Bianchi sugere partir do perfil de uso. Um estudante do ensino médio que usa o notebook para pesquisas e texto pode optar por um modelo mais acessível, com processador Ryzen 5.

Já quem cursa arquitetura, engenharia ou trabalha com design precisa de mais capacidade, nesse caso, os gerentes da AMD apontam para um Ryzen 7, com suporte a processadores da linha Ryzen AI 300 (como o Ryzen AI 330 e o Ryzen AI 350).

Continua após a publicidade

Em algum momento, o notebook encontra seus limites físicos. Oliveira explica que cargas de trabalho mais pesadas, como renderização e modelagem 3D, exigem uma GPU dedicada com mais potência e acesso a fontes de energia maiores, características que só um desktop consegue oferecer plenamente. "O usuário que chega nesse nível tem essa consciência: o notebook para por aqui, a partir daqui eu vou para um PC de mesa", diz.

🎙️Confira o episódio completo no Podcast Canaltech: