ZTE fecha acordo com EUA e desembolsa um total de US$ 2,29 bilhão em multas

Por Wagner Wakka | 07 de Junho de 2018 às 16h07
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Na última quarta-feira (6), a agência Reuters levantou o rumor de que a ZTE estaria negociando uma multa com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos (USDC, da sigla em inglês)  para voltar a ter relações com o país. Nesta quinta (7), o órgão norte-americano confirmou que a empresa chinesa assinou o acordo de US$ 1 bilhão como sanção pelos crimes cometidos. A ZTE havia sido proibida por sete anos de importar produtos dos EUA após ser acusada de vender matéria-prima para Irã e Coreia do Norte, ferindo, assim, acordo internacional.

Como a empresa já havia pagado um total de US$ 892 milhões em março do ano passado, o USDC deixou claro que esta nova multa é independente, ou seja, não será abatida do que já foi recolhido. Além disso, a ZTE terá de reservar US$ 400 milhões em depósito como garantia de que não repetirá a ação. No total, a empresa gastou US$ 2,29 bilhões para voltar a fazer negócios com o país.

Em comunicado, o secretário de comércio dos EUA, Wilbur Ross, ressaltou a quantia. “Este novo acordo estabelece outro recorde e eleva o total de multas aplicadas à ZTE para US$ 2,29 bilhões”.  

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O depósito de garantia se dá por conta do não cuprimento do último acordo da ZTE, quando o USDC pediu que funcionários responsáveis pelo comércio ilegal fossem demitidos. Não só a chinesa manteve os empregados como os teria bonificado pela ação fora da lei.

Com o acordo, a ZTE passa ser oficialmente excluída da lista de embargo do Bureau of Industry and Security (BIS), órgão que regula a segurança comercial no país.

Além da multa, a empresa chinesa também teve de aceitar uma equipe escolhida pela BIS para coordenar o setor de compliance, pelo período de 10 anos, com o objetivo de monitorar em tempo real se a ZTE está agindo conforme as leis de exportação norte-americanas.

“Esta é a primeira vez que o BIS tomou tais medidas rigorosas de conformidade dentre todos os casos. Da ZTE, também é exigido, pelo novo contrato, substituir todo o conselho de diretores e a liderança sênior de ambas as entidades. Por fim, o novo acordo impõe a suspensão mais uma vez da ordem de recusa, desta vez por 10 anos, que o BIS pode ativar em caso de violações adicionais durante o período de dez anos de estágio probatório. Estas são, coletivamente, as penalidades mais severas que o BIS já impôs a uma empresa”, informa o documento oficial do USDC.

O retorno da empresa chinesa ao mercado norte-americano teria sido mediado pelo presidente Donald Trump. O político informou, em seu perfil no Twitter, que estava trabalhando para que a empresa pudesse voltar ao país.

“Presidente Xi [Jinping] da China e eu estamos trabalhando para oferecer à gigante companhia chinesa de telefones, ZTE, um modo de voltar aos negócios, de forma rápida. Foram muitos postos de trabalho perdidos na China. O Departamento de Comércio foi instruído para fazer as coisas acontecerem”, disse no post de 14 maio.

Até a assinatura do documento, a ZTE estava proibida de estabelecer relações comerciais com o país até 2025, o que fez a chinesa anunciar a saída oficial do solo norte-americano. Até o momento, a ZTE ainda não divulgou planos de voltar ao país.

Fonte: USDC

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