Virgin Galactic deve se tornar a primeira empresa espacial pública ainda em 2019

Por Rafael Arbulu | 09 de Julho de 2019 às 13h15
Sienna Charles

A Virgin Galactic, o braço de voos comerciais para o espaço no conglomerado liderado pelo bilionário Richard Branson, está em vias de se tornar uma empresa pública. Segundo informa o Wall Street Journal, a companhia deve receber um investimento na casa dos US$ 800 milhões da Social Capital Hedosophia Holdings, uma empresa especializada em “aquisições de propósitos especiais” (SPACs, na sigla em inglês). Em troca, a Hedosophia teria 49% de propriedade da Virgin Galactic.

O valor do capital investido deve, segundo expectativa da Virgin, auxiliar a empresa a financiar suas pesquisas e construção de naves mais modernas e aprimoradas para quando a companhia enfim for capaz de vender comercialmente pacotes de voos ao espaço. Até o momento, a Virgin Galactic opera no mesmo campo de nomes como SpaceX e Blue Origin, ou seja, pesquisas e voos para embarcações não-tripuladas ou com apenas alguns membros de equipe de voo.

Não há uma data específica para a Virgin Galactic realizar a sua abertura de capital e ser veiculada em ações na Bolsa de Valores, mas especialistas indicam que isso deve ocorrer ou ser encaminhado ainda em 2019.

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O CEO do grupo Virgin, que engloba a Virgin Galactic, Sir Richard Branson: bilionário investiu boa parte de sua própria fortuna no braço de vôos comerciais espaciais de sua empresa

A Virgin Galactic já recebeu aproximadamente US$ 80 milhões em investimentos de usuários mais afortunados, que buscam garantir uma poltrona no primeiro voo espacial da empresa, ainda sem previsão de ocorrer. Ao todo, são cerca de 600 clientes, entre mi e bilionários e celebridades. No lado empresarial, a companhia já teve investimentos acima de US$ 1 bilhão, sendo boa parte disso advinda da fortuna pessoal do CEO do grupo, Richard Branson.

Um investimento de US$ 1 bilhão foi anunciado em 2017, a ser feito pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, mas a oferta acabou recusada e cancelada em protesto pelo assassinato do jornalista e escritor dissidente Jamal Khashoogi dentro de um consulado saudita.

Fonte: Wall Street Journal

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