Klarna, fintech sueca de pagamentos, atinge valor de mercado de US$ 5,5 bilhões

Por Felipe Ribeiro | 15 de Agosto de 2019 às 09h19
Klarna

A Klarna, fintech sueca de pagamentos, pensa grande. Com um aporte recente de US$ 460 milhões (R$ 1,8 bilhão), a empresa chegou a um valor de mercado estimado em US$ 5,5 bilhões (R$ 21,6 bilhões), tornando-se a mais valiosa da Europa neste ramo. Agora, ela mira uma competitividade acirrada com a PayPal, líder no segmento dentro dos Estados Unidos.

Com esse crescimento da Klarna, o ramo de pagamentos online atinge um outro patamar de competitividade. Os suecos acreditam que têm uma vantagem sobre seus concorrentes porque possuem acesso a dados de clientes em um nível muito mais profundo. A maioria dos serviços de pagamentos registra o valor gasto e o nome do comerciante, mas a Klarna pode mostrar aos usuários recibos — com imagens de exatamente em que gastaram dinheiro — e agrega esses dados para ajudá-los a tomar melhores decisões financeiras.

Ser uma das primeiras empresas de pagamentos a adotar dados de clientes está ajudando a impulsionar a presença da Klarna nos EUA, já que, na Europa, ela está mais do que consolidada. "O futuro da fintech é muito claro para nós, e os dados são essenciais para isso", disse Sebastian Siemiatkowski, CEO da fintech, em entrevista ao Business Insider. "O cliente compartilha seus dados conosco e, por sua vez, criamos valor para eles. Isso é o que nos diferencia para os investidores", complementa.

A empresa também pode gerar receitas adicionais vendendo aos varejistas o volume de dados que coleta, como comportamento de compra, tendências e interesses dos clientes, já que ela processa faturas de lojas online e garante que os clientes paguem pelos produtos encomendados. Por exemplo: os clientes podem usar a Klarna para pagar por fatura, parcela ou transferência bancária imediata. Atualmente, a empresa está trabalhando com mais de 1.000 traders e movimenta um total de US$ 10 bilhões (R$ 39,4 bilhões).

"A Klarna é muito orientada para o usuário e faz algumas coisas melhor do que a PayPal", disse Maik Klotz, especialista em pagamentos, ao Business Insider. A empresa também vai lançar um cartão de crédito físico em parceria com a Visa, o que indica que, em breve, ela também deverá atuar no varejo tradicional. "Não seria uma grande surpresa se a Klarna, em breve, oferecesse sua própria conta corrente", disse Klotz.

Enquanto a PayPal disputa serviços de pagamentos como a Stripe, a Klarna acabou unindo-se à própria Stripe em sua oferta de produtos, tornando as integrações ainda mais fáceis para comerciantes e varejistas. Siemiatkowski afirma que a ampla oferta de produtos da Klarna realmente faz com que seja mais parecida com um super app chinês como o WeChat, da Ant Financial.

O Stripe fornece o botão "comprar" em aplicativos como o Facebook e o Twitter, o que é uma vantagem adicional para os negócios da Klarna nos EUA. A empresa também citou o uso crescente de cartões de débito entre os jovens norte-americanos como uma tendência de mercado.

O fato de a última rodada da empresa ter sido liderada pela firma de crescimento Dragoneer Investment Group, do Vale do Silício, que tem um histórico de ajudar a construir fintechs promissoras como a Chime, é a chave para a continuação da campanha de Klarna nos Estados Unidos.

Vale lembrar que um dos principais investidores da Klarna é o rapper Snoop Dogg, que comprou papéis da empresa por meio da Casa Verde Capital.

Fonte: Business Insider

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