Huawei prevê redução de US$ 10 bi em receita por conta de embargo dos EUA

Por Wagner Wakka | 23 de Agosto de 2019 às 13h30
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A queda de vendas da divisão de smartphones da Huawei por conta do embargo dos Estados Unidos pode ser até dois terços menor do que o esperado. Em coletiva no escritório da empresa em Shenzhen, na China, o chairman da empresa, Eric Xu, disse que a queda de receita está estimada em US$ 10 bilhões.

Apesar de ainda muito alta, a informação pode ser recebida como positiva por investidores da fabricante. Em junho deste ano, o CEO da Huawei, Ren Zhengfei, informou que a previsão era de prejuízos na casa de US$ 30 bilhões.

“Parece que será menor do que isso. Mas vamos ter de esperar os resultados oficiais em março”, disse Xu. Ele se refere ao relatório do ano fiscal, geralmente, apresentado pela empresa no fim do primeiro trimestre de cada ano.

A Huawei foi banida pelo governo de Donald Trump neste ano por preocupações relacionadas a espionagem chinesa. Uma das grandes companhias de infraestrutura de 5G no mundo, a empresa estava no topo de oferta de redes para a implantação do novo padrão nos Estados Unidos.

A medida também é vista como uma movimentação de Trump na guerra tarifária contra a China. Os dois países brigam desde o ano passado por questões relacionadas a impostos de importação.

Huawei já está desenvolvendo seu sistema operacional para conter consequências do embargo (Foto: Divulgação/Huawei)

Junto disso, o Departamento de Comércio impediu que companhias norte-americanas mantivessem relações comerciais e parcerias com a Huawei. Assim, Facebook e Google foram algumas das gigantes impedidas de atualizarem seus programas em smartphones da marca. A empresa, então, começou a desenvolver seu próprio sistema operacional (em substituição ao Android, da Google) chamado HarmonyOS.

A mudança na previsão de prejuízo pode estar relacionada a também uma troca de postura do governo de Donald Trump. Após pressão, a Casa Branca adiou o início da proibição de parcerias entre empresas e a Huawei, para somente daqui 90 dias.

Apesar disso, o futuro de comércio da fabricante ainda continua incerto.

Fonte: Reuters

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