Rival da Tesla, Faraday Future quer mudar negócios para atrair mais investidores

Por Wagner Wakka | 24 de Setembro de 2019 às 15h50
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A montadora Faraday Future foi considerada um dos grandes desastres econômicos do ano passado. Contudo, a empresa ainda tenta sobreviver a atrasos em entregas de carros e demissões de funcionários. Em abril, ela conseguiu investimento da The9 em US$ 600 milhões para quitar dívidas e lançar o FF91, seu primeiro carro.

Contudo, passados cinco meses, a companhia ainda não se mostra nos trilhos. Especialistas ainda acreditam que pode ser muito tarde para isso. “O veículo é legal. Eles têm um diferencial. Mas eu não estou certo se é o suficiente para conseguir investimentos para que o projeto fique pronto no nível de produção em massa, o que pode demorar de três a quatro anos ainda”, acredita Rohan Williamson, professor da McDonough School of Business, da Universidade de Georgetown.

O FF19 está programado para ser lançado no final do ano que vem. Porém, a empresa também tem outro modelo, mais barato e em planejamento, chamado de FF81, um modelo considerado menos luxuoso.

Para outro especialista, o problema nem está em investimento, mas em falta de caixa. “O tempo não está a favor deles. Não se trata apenas da necessidade de mais dinheiro. Eles precisam de um produto que possam fazer em larga escala imediatamente”, acredita Karl Brauer, produto executivo da Kelley Blue Book.

O novo caminho 

A Faraday Future está fazendo malabarismos para conseguir sobreviver. O CEO e co-fundador Jia Yueting foi retirado do cargo por conta de falta de pagamentos a investidores chineses. A companhia recebeu US$ 2 bilhões da Evergrande.

Yueting está morando na Califórnia e, publicamente, evitando seus cobradores. Mas ele ainda tem ligação com a Faraday Future. Diante desse cenário, Carsten Breitfeld assumiu como CEO no começo deste mês.

Com isso, a companhia chamou jornalistas na última semana para injetar ânimo na imagem da empresa. “Se você olhar para trás, verá só notícias ruins. Eu gostaria de mudar a perspectiva de vocês sobre esta companhia”, disse o novo CEO.

Para tentar sobreviver ao fim, a companhia pode apostar em novos negócios, oferecendo tecnologia para carros autônomos. Segundo Breitfeld, já há interessados em seus softwares, entre eles, a Tesla.

Os carros da empresa poderiam se transformar em um chamariz também para comercializar outras tecnologias para parceiros. A linha FF funciona com uma versão personalizada do Android OS para automóveis, mas a Faraday Future está trabalhando em novos softwares, principalmente voltados para infoentretenimento.

Desafios

A companhia está com um desafio muito semelhante ao da Tesla, na produção do Model 3. A linha de montagem ainda não está bem definida para começar a fabricar os carros em massa. Atualmente, a Faraday Future está investindo para contar com até 93% da linha de produção automatizada. Segundo a companhia, ainda há a manutenção de cronograma para o ano que vem. Contudo, será preciso “cerca de três meses” para conseguir retomar o relacionamento com fornecedores, após os problemas com o antigo CEO.

Para isso, aponta Breitfeld, são preciso novos investimentos. A empresa está em conversa com grandes companhias do mercado, mas ainda não informou quem são os interessados.

Fonte: Mashable

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