Publicidade

Estudo da Visa confirma aumento na demanda por pagamentos mais rápidos

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

Compartilhe:
Pexels/Ivan Samkov
Pexels/Ivan Samkov

Com o avanço da tecnologia, os consumidores se tornam cada vez mais exigentes. O estudo Faster Payments Landscape in Latin America, da Visa, aponta que 60% dos consumidores e das pequenas e médias empresas (PMEs) ouvidos na América Latina e no Caribe gostariam de adotar métodos de pagamento mais ágeis.

Foram entrevistados 2.765 consumidores maiores de 18 anos que receberam algum tipo de pagamento nos últimos 12 meses, bem como 1.069 PMEs que receberam um pagamento nos últimos seis meses e 30 instituições pagadoras que realizam no mínimo 10.000 transações de pagamento ao mês. Entre os entrevistados, 80% consideram que o surgimento de métodos mais rápidos é bastante atraente. Nas PMEs, 52% declaram que provavelmente adotariam meios de pagamentos mais ágeis se tivessem essa opção. Elas avaliam que isso traria melhorias de controle financeiro e de fluxo de caixa.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Muitos consumidores têm a expectativa de que tudo esteja disponível em tempo real e sem inconvenientes. O estudo mostra que o acesso imediato ao dinheiro é o principal motivo (47%) para o desejo de pagamentos mais rápidos. A alta probabilidade de adoção de pagamentos mais rápidos aparece em todos os mercados incluídos na pesquisa: Guatemala (91%), México (69%), Colômbia (63%), Peru (59%), Brasil (58%), Argentina (49%) e Chile (48%).

Pagamentos mais ágeis já não se limitam a transferências de dinheiro entre pessoas. O Earned Wage Access (EWA), por exemplo, dá mais flexibilidade. A Visa nota um interesse crescente em EWA em todo o mundo, o que sinaliza que as companhias já pensam na força de trabalho de forma diferente e reconhecem que os profissionais precisam desse tipo de benefício.

O levantamento indica, ainda, que mais de 30% dos pagamentos salariais nas regiões analisadas são realizados em dinheiro, mas de 80% das pessoas preferem receber de outra forma. Romina Seltzer, vice-presidente sênior de produtos e inovação para a Visa América Latina e Caribe, destaca que esse é o primeiro estudo da Visa sobre o tema na América Latina.

Para ela, os resultados demonstram que o acesso mais rápido ao dinheiro passou a ser fundamental para a manutenção das condições de sobrevivência. "Vemos que a tendência para pagamentos mais rápidos na América Latina tem crescido rapidamente, o que pode ajudar a impulsionar formas mais eficientes, contínuas e digital-first para trabalhadores, empresas e consumidores terem acesso ao dinheiro."

Cenário nas PMEs

Segundo relatos das PMEs, mais da metade dos pagamentos leva mais de 24 horas para chegar ao beneficiário e os internacionais estão entre os mais corriqueiros e problemáticos. Os atrasos nos pagamentos são apontados como o principal desafio.

Para essas empresas, as principais causas de frustração com pagamentos são a velocidade e a disponibilidade de fundos. No ano passado, 45% delas sofreram com a falta de fluxo de caixa. As empresas de médio porte foram as mais afetadas e quase 50% delas recorreram a empréstimos para solucionar falta de liquidez.

Além disso, metade teve problemas de caixa mensalmente durante a pandemia e um terço, uma vez a cada duas semanas. O estudo indica que pagamentos mais rápidos ajudariam mais da metade das PMEs a aumentarem sua resiliência financeira: 41% teriam melhora no fluxo de caixa e 36% poderiam pagar fornecedores de forma mais regular.

Continua após a publicidade

Adoção de criptomoedas

Com a popularização das criptomoedas no ecossistema de pagamentos da América Latina, 10% das PMEs passaram a usar carteiras digitais. As líderes na iniciativa são as companhias argentinas. Em seguida, vêm as brasileiras e as colombianas. A maioria das empresas que tem a opção opera no varejo, especialmente em venda de eletrônicos e roupas.

Além disso, companhias que recebem pagamentos internacionais, por exemplo, têm duas vezes mais chance de receber ativos digitais do que as que só recebem pagamentos domésticos. Isso reflete a importância crescente das moedas digitais para transferências de fundos internacionais.

Continua após a publicidade