Donald Trump volta atrás e Huawei poderá voltar a fazer negócios nos EUA

Por Felipe Ribeiro | 01 de Julho de 2019 às 10h57
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O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou atrás e liberou a Huawei e outras empresas chinesas para fazerem negócios com companhias norte-americanas. A notícia vem em boa hora, já que a gigante chinesa da tecnologia já estava começando a se preparar para uma realidade bem mais difícil sem a parceria com empresas como Google e Facebook.

A decisão de Trump foi tomada após ele se reunir com o presidente chinês Xi Jinping na cúpula do G20, no Japão, no último fim de semana. “Empresas dos EUA podem vender seus equipamentos para a Huawei. Estamos falando de equipamentos nos quais não há grandes problemas de segurança nacional", explicou o presidente dos EUA. Ao todo, o fundador e principal executivo da Huawei, Ren Zhengfei, disse recentemente que a proibição faria a empresa chinesa de tecnologia — a terceira maior vendedora de smartphones do mundo — perder cerca de US$ 100 bilhões (R$ 384 bilhões, no câmbio atual) nos próximos dois anos.

Apesar das boas notícias, qualquer confiança mútua foi quebrada e é improvável que as coisas voltem a ser como eram antes.

A inclusão da Huawei na "lista negra" dos EUA foi uma das mais recentes movimentações de Trump na cruzada comercial que ele vem promovendo contra a China e exemplifica quão dependente a fabricante se tornou dos EUA para simplesmente funcionar.

A Huawei tomou providências para proteger sua dependência dos EUA, incluindo o desenvolvimento de seu próprio sistema operacional para substituir o Android e seus próprios chips de backup. Embora o sinal agora esteja verde, é provável que a empresa continue desenvolvendo essas ideias para não se ver numa posição semelhante novamente no futuro.

Evidentemente, cortar relações com empresas fornecedoras de suprimentos dos EUA não é tarefa fácil, tanto em termos de software quanto de componentes. Resta saber se a Huawei conseguirá manter o atual nível de negócios — que inclui o despacho de 59 milhões de smartphones no último trimestre e receita total de US$ 107,4 bilhões (R$ 412,4) em 2018 — com componentes e software fora dos EUA, mas este episódio é um lembrete de que deve haver uma política de contingência sólida no caso de se tornar uma peça política de xadrez novamente no futuro.

Além de ajudar a Huawei, a decisão de Trump também favorecerá empresas como a Google, que investiram tempo e recursos significativos no desenvolvimento de um relacionamento com a chinesa. Isso é tão verdade que o próprio político reconheceu que as empresas de seu país vendem "uma tremenda quantidade" de produtos para a Huawei e que algumas delas "não estavam exatamente felizes por não poderem mais fazer isso".

Fonte: TechCrunch , UOL , CNN

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