Boeing | Crise com o 737 faz empresa adiar recorde de produção para 2021

Por Felipe Ribeiro | 13 de Dezembro de 2019 às 14h50
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A crise da Boeing parece não ter fim. Além da óbvia interferência nos negócios, os problemas com o 737 MAX também atrapalharam a fabricante de atingir uma marca histórica: a de produzir 57 aeronaves em um único mês. Hoje a média está em 42, com a progressão para 46 esperada para o início de 2020. Mas, com a ordem da FAA (Federal Aviation Administration, ou Admnistração Federal de Aviação, na tradução livre) de manter os 737 MAX no solo e de interromper sua fabricação, a empresa trabalha com a ideia de bater este recorde apenas em 2021.

A expectativa nos Estados Unidos é de que a FAA não libere os jatos para voo e produção antes de do fim do ano. Isso porque o órgão regulador da aviação no país está investigando eventuais problemas de produção na fábrica da Boeing em Renton, no estado de Washington. Isso acontece desde os dois últimos acidentes envolvendo o modelo 737 MAX 8, ocorridos na Etiópia e na Indonésia em um curto período de tempo, entre o fim de 2018 e começo de 2019.

O chefe da FAA, Steve Dickson, que se encontrou com o presidente-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, nesta quinta-feira (12), está preocupado com o fato de a fabricante de aviões dos EUA seguir um cronograma de retorno ao serviço do 737 MAX que "não é realista", de acordo com um e-mail visto pela Reuters.

Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines

Um porta-voz da Boeing, por sua vez, se recusou a comentar os planos de produção específicos da empresa. Ele disse que a gigante aerospacial continuará avaliando as decisões de produção com base no momento e nas condições do retorno ao serviço do 737 MAX, que será baseado em aprovações regulatórias e pode variar de acordo com a jurisdição.

Em outubro, Muilenburg disse a analistas que a Boeing espera poder manter sua atual taxa de produção mensal de 42 aeronaves, seguida por aumentos incrementais nas taxas que elevariam a taxa de produção para 57 no final de 2020.

Meta ousada

Depois de chegar a 47 jatos mensais em março de 2020, a Boeing fará seu próximo aumento para 52 jatos por mês em setembro de 2020, de acordo com uma pessoa que está por dentro do cronograma. Esse ritmo, porém, não será suficiente para que a empresa alcance os 57 jatos 737 mensais antes de abril de 2021. Vale lembrar que, atualmente, os Boeing 737 MAX se subdividem em cinco aeronaves: Max 7, 8, 200, 9 e 10, com preços indo de US$ 99,7 milhões a US$ 134,9 milhões. Os modelos 737-700, -800 e -900 ainda estão em produção, mas serão descontinuados em breve.

Resumindo: quanto mais demorar essa proibição da FAA, mais prejuízo e mais atrasos a Boeing terá com seu mais popular produto. As demais linhas, como 777, 787 Dreamliner, 747-8, e 767F seguem firmes.

Fonte: Reuters

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