Alta demanda cria problema de fornecimento para Intel

Por Wagner Wakka | 28 de Setembro de 2018 às 18h13
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A Intel está com um problema um tanto quanto ambíguo. Se por um lado, a empresa sentiu um crescimento acima do esperado para suas vendas, por outro, não consegue manter sua produção para atender aos pedidos. O CEO interino da empresa, Bob Swan, divulgou nesta sexta-feira (28) uma carta aberta a “clientes e parceiros” em que informa problemas de fornecimento.

No documento, ele relata que houve um aumento da demanda por conta de um crescimento da indústria para armazenamento, compartilhamento, análise e processamentos de dados de computação em nuvem e rede. No total, negócios da companhia voltados a dados cresceu 25% desde junho, sendo que a receita com serviços de nuvem subiu 43% nos últimos seis meses.

“Junto com a indústria, nosso produtos convenceram compradores de que era hora da atualizarem seus PCs. Por exemplo, o número de vendas de PCs no segundo trimestre cresceu mundialmente pela primeira vez em seis anos”, justifica.

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Tirada a notícia boa da frente, contudo, ele começa a apresentar os problemas: a companhia não está dando conta da demanda. Esse crescimento da indústria de PC fez com que a Intel direcionasse sua produção para o excedente de pedidos. Assim, ele informa que somente os chips mais potentes de empresa devem ganhar mais atenção na linha de montagem. “Nós estamos priorizando o processadores Xeon e Intel Core para que juntos possamos servir os segmentos de alto desempenho do mercado”, informou na nota.

O CEO interino informa que o fornecimento está acabando, sobretudo, em relação a produtos voltados a aparelhos de entrada. Mas que a expectativa é de que o estoque seja suficiente para bater a meta do setor cravada para este ano. Em junho, a Intel informou que a previsão de receita para este ano seria US$ 4,5 bilhões maior que o esperado.

Colocado o problema, o CEO então informa como pretende mitigar a falta de fornecimento. A Intel vai investir 15 bilhões em infraestrutura este ano, aumentando em 1 bilhão o orçamento do começo do ano. Este dinheiro extra será reservado para aprimorar os centros de desenvolvimento nos EUA (Oregon e Arizona), Irlanda e Israel. Estes locais são responsáveis pela produção de chips de 14 nm.

Fonte: Intel

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