Airbnb volta a registrar mais de um milhão de reservas depois de 4 meses

Por Felipe Ribeiro | 20 de Julho de 2020 às 23h00
Airbnb

Um dos setores mais afetados pela crise causada pela pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), sem dúvida, foi o turismo. Agências de viagens, companhias aéreas e, claro, a rede hoteleira, foram duramente golpeadas pelas políticas de isolamento, necessárias no combate à doença. Mas, com a retomada gradual da economia global, algumas empresas já começam a se recuperar, como é o caso da Airbnb, uma das mais prejudicadas nos últimos meses. Segundo a companhia, no dia 8 de julho, hóspedes do mundo todo registraram mais de um milhão de noites em reservas pela primeira vez em meses.

Para ser mais exato, desde o dia 3 de março a Airbnb não registrava um número tão alto de reservas por parte de seus clientes. Segundo a empresa, hóspedes de mais de 175 países fizeram seus pedidos, com um perfil mais voltado para viagens domésticas. Além disso, cerca de metade contemplava destinos a menos de 500 km do local de residência dos hóspedes, distância tipicamente percorrida de carro.

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Outro ponto que merece ser destacado é que as pessoas optaram por acomodações mais simples e baratas. Mais da metade custava até US$ 100 por noite, o que corrobora com os dados acima.

Demanda reprimida pode ter ajudado na retomada dos negócios da Airbnb (Imagem: Divulgação/Airbnb)

De acordo com a Airbnb, a demanda reprimida pode ser um fator que explica essa melhora no número de reservas. Uma parte significativa dos pedidos foi para viagens com início em até 30 dias: ou seja, começando em 7 de agosto ou antes, coincidindo com o alto verão no hemisfério norte.

Ainda segundo a empresa, há um protocolo avançado de higiene para todas as ocupações, principalmente aquelas em que os hóspedes têm mais controle, como casas de temporada. Isso, para a companhia, é um fator que também contribui para esse crescimento na demanda.

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