A infraestrutura de rede nos tempos de home office

Por Colaborador externo | 26 de Março de 2020 às 09h42
undrey/Depositphotos

*Por Gilberto Amaral

Com a pandemia do coronavírus, sabemos que a uma parte significativa dos trabalhadores brasileiros encontra-se de home office. A princípio, isso não é um problema, pois graças à tecnologia, muitos conseguem se comunicar com seus pares por conta de ferramentas como o HangOuts Meeting, Skype, WhatsApp entre outros. Na parte de gestão também estamos amparados, pois ferramentas como o Trello ou GitSHub permitem que o profissional possa continuar desenvolvendo suas tarefas de forma organizada e assertiva. Contudo, há outros pormenores que não são levados em conta nesse cenário e que todos devem prestar atenção para não saírem prejudicados.

Para se ter uma plena utilização de todas essas ferramentas, é necessária uma estrutura de rede muito boa. As corporações, no geral, dispõem desse quesito, pois estão submetidas a contratos específicos com as operadoras e conseguem garantir a seus colaboradores uma qualidade na conexão. No entanto, as coisas mudam quando falamos de uma rede doméstica. Esse tipo de estrutura é mais simples e acaba não suportando um grande número de pessoas acessando ao mesmo tempo. Com isso, a qualidade da conexão tende a cair e a comunicação entre as pessoas fica prejudicada, o tráfego de informações fica muito elevado, de uma forma que nem as operadoras puderam prever.

Imaginemos a situação de uma instituição bancária ou empresa de seguros, que lidam diariamente com dados sigilosos. Quando os funcionários estão dando expediente dentro dessas companhias, estão logados a uma rede restrita, cujos dados estão protegidos e seguem rígidos protocolos de proteção. O mesmo, porém, não acontece em uma conexão doméstica, que está mais suscetível ao ataque de hackers justamente pelo fato de as informações ficarem muito expostas. Então, para esse tipo de profissional, é preciso pensar que jeito o trabalho em casa vai acontecer de forma segura para todos.

Em se tratando de profissionais do ramo de TI, podemos dizer que, em parte, eles estejam habituados com o regime de home office. Dados da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt) mostram que o home office entre as empresas no geral cresceu 22% entre 2016 e 2018. Só a área de TI/telecom apresenta a maior adesão, com 44% do total. Isso acontece porque a parte técnica, formada por desenvolvedores ou especialistas em codificação, consegue desenvolver suas atividades independentemente de onde está, desde que tenha disciplina e uma internet de qualidade. O mesmo se aplica para áreas de negócios, já que os gerentes conseguem realizar conferências e contatar suas equipes de forma remota. Porém, profissionais da área administrativa saem um pouco prejudicados, pois além de não estarem adaptados a esse modelo de trabalho, possuem um grau elevado de dependência de outras áreas.

*Gilberto Amaral é Gerente de Negócios da Elumini

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.