Próxima versão do Firefox vai barrar pedidos de envio de notificações por sites

Por Rafael Arbulu | 05 de Novembro de 2019 às 12h00
Divulgação/ Mozilla

Segundo pesquisa feita pela Mozilla Foundation entre usuários do navegador Firefox, cerca de 99% dos pedidos de envio de notificação dos sites da internet são rejeitados por quem os acessa. Devido à impopularidade da função, a entidade responsável pelo browser anunciou que, em suas versões futuras, o Firefox vai barrar permanentemente esse tipo de pedido.

Começando pelo Firefox 70, o pedido de notificação será exibido apenas na primeira vez em que um usuário acessar uma página, com um diferencial: hoje, as respostas disponíveis são “Sim” e “Agora não”, mas a próxima versão do navegador deve trocar esta última para “Nunca”, efetivamente registrando a ordem do usuário e impedindo que o pedido retorne em outras visitas à página em questão.

Mais além, na versão 72 do Firefox, prevista para janeiro de 2020, o próprio pedido terá sua visibilidade reduzida a apenas um ícone na barra de endereços (atualmente, um pop-up completo aparece na tela do usuário).

Versão atual do Firefox já conta com controle de notificações de sites na internet, embora seu acionamento seja mais manual: versões futuras do navegador prometem um controle mais automatizado e intuitivo (Captura de Imagem: Rafael Arbulu/Canaltech)

Vale citar que o impedimento aos pedidos de notificações já existe na versão mais atual do Firefox, porém a Mozilla reconhece que, por exigir um trabalho mais manual por parte do usuário, a maioria das pessoas sequer sabe que ele existe: No menu de Opções (as três barras horizontais no canto superior direito > Opções), clique em “Privacidade & Segurança” e role a página até o final, encontrando a opção correspondente às notificações. Os ajustes ao lado dela permitem que você determine o nível de controle do Firefox sobre este recurso.

Aliás, neste mesmo menu você consegue ajustar outras coisas, como o rastreio de sites e redes sociais para anúncios publicitários personalizados e até a reprodução automática de vídeos.

Fonte: Digital Trends

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