Varejista chinesa Shein retoma planos para oferecer ações na Bolsa de Nova York

Varejista chinesa Shein retoma planos para oferecer ações na Bolsa de Nova York

Por Munique Shih | Editado por Claudio Yuge | 25 de Janeiro de 2022 às 23h00
Shein

Após negar rumores sobre sua oferta inicial pública de ações (IPO) nos Estados Unidos em junho do ano passado, a varejista de moda, Shein, pode estar planejando abrir capital no seu maior mercado novamente. De acordo com a Reuters, o fundador da empresa, Chris Xu, pode vir a adquirir a cidadania de Singapura em breve, para contornar as regulamentações rígidas da China em relação às listagens no exterior

A conclusão de um IPO de qualquer empresa chinesa no exterior deve passar pelo aceite da CSRC (Regulador de valores mobiliários da China) – o que torna o processo muito mais complexo e demorado. As leis propostas pelo órgão informam que uma listagem no exterior pode ser encerrada se as autoridades a considerarem uma ameaça à segurança nacional.

De acordo com o regulador, as empresas nacionais devem cumprir com as ordens relevantes nas áreas de investimento estrangeiro, cibersegurança e segurança de dados, como declarado em um documento divulgado em dezembro de 2021.

Segundo um porta-voz da SHEIN para a Reuters, Xu e outros executivos da firma ainda não chegaram a solicitar a cidadania singapurense, mas caso o IPO aconteça, será considerada a primeira abertura de capital bem sucedida de uma empresa chinesa em território norte-americano, desde que Pequim reforçou a sua supervisão em julho do ano passado, suspendendo os planos de empresas domésticas que queriam listar suas ações no exterior.

Pessoas familiarizadas com o assunto informaram à Reuters que a varejista de roupas contratou o Bank of America, o Goldman Sachs e o JPMorgan para auxiliar a Shein no IPO, que estava engavetado desde 2020 devido à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Popularização da Shein

A Shein consegue lançar até 6000 produtos diariamente me sua plataforma (Imagem: Reprodução/Business Insider/Shein)

A Shein foi fundada em 2008 em Nanquim e faturou mais de US$ 10 bilhões (R$ 54,4 bilhões) em 2020, ano em que o comércio eletrônico cresceu de forma acelerada devido à pandemia. A expansão da marca que atualmente envia para 150 países se deve a diversos fatores.

Além da capacidade de produzir uma grande quantidade e variedade de modelos, chegando a 6000 produtos por dia, os fatores para o sucesso das roupas da Shein também incluem o preço baixo, a presença da marca nas redes sociais principalmente no TikTok, bastante usado pelo público-alvo da varejista, a geração Z e a agilidade de entrega dos produtos.

Como resultado do crescimento das vendas, a valorização da Shein tem aumentado drasticamente a cada ano. Em janeiro de 2019, a Shein obteve US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) da Sequoia China e da Tiger Global com uma avaliação de empresa de US$ 5 bilhões (R$ 27,2 bilhões). Em agosto de 2020, comentaristas estimaram sua avaliação durante uma nova rodada de financiamento em quase US$ 15 bilhões (R$ 81,7 bilhões).

Fonte: Reuters

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