Udacity encerra suas operações no Brasil em definitivo

Por Redação | 23 de Julho de 2019 às 18h51

Em novembro de 2018, a Udacity, plataforma de cursos à distância relacionados à Tecnologia, já havia anunciado que iria encerrar a comercialização dos cursos em português até o dia 31 de dezembro do mesmo ano. Em nota, a empresa afirmou que demitiu 33 dos 67 funcionários de seu escritório no Brasil. Agora, a companhia encerra de vez suas operações no país e esclarece que todo material destinado aos alunos estará apenas na língua inglesa.

A empresa vem enviando e-mails (veja imagem abaixo) à sua base de clientes, com a seguinte mensagem:

Udacity: fim dos cursos em português

“Fulano, tudo bem?

Nossa operação no Brasil está acabando, mas continuaremos o trabalho e novos projetos com a nossa matriz.

A partir de agora, todas comunicações de novidades sobre a Udacity passarão a ser enviadas em inglês. Caso você não queira mais receber atualizações sobre nós é só clicar no botão “DESCADASTRE-SE”, logo abaixo.

Clicando no botão, você será automaticamento (SIC) descadastrado e não receberá mais nossos emails.

Agradecemos sua atenção!

Abraços,

Equipe Udacity

Em seu site, a Udacity Brasil afirma que “enquanto estivermos neste processo de transição no Brasil, nada muda para os estudantes: continuaremos oferecendo suporte a todos já inscritos em seus programas Nanodegree em português. Em 2019, brasileiros poderão continuar realizando nossos cursos em inglês por meio do site udacity.com, assim como já fazem milhões de estudantes em mais de 100 países ao redor do mundo”.

Ainda segundo a empresa, “estudantes que já se inscreveram em qualquer [curso] Nanodegree em português receberão suporte em português até a data final de conclusão da sua turma" — prevista para acontecer na metade do ano de 2019, pouco antes do término das operações da equipe de EAD no Brasil.

A Udacity é conhecida como a “Universidade do Vale do Silício” e tem parceria com gigantes da tecnologia como Google, Amazon e Facebook, para criar cursos que o mercado precisa. O Brasil chegou a ser o segundo maior mercado da empresa em número de alunos, com 20% do total de estudantes, perdendo apenas para os EUA.

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