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Sua carreira na mira: as 11 profissões mais expostas à inteligência artificial

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Reprodução/Freepik

Apesar do medo de substituição de humanos por inteligência artificial, a IA não está “demitindo pessoas”, mas pode estar diminuindo salários. É o que sugere um estudo da gestora Apollo Global Management, que cruzou dados de uso real do Claude, da Anthropic, com informações do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

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A pesquisa identificou 11 profissões classificadas como de alta exposição à IA. Nelas, o crescimento salarial real ficou 6,7 pontos percentuais menor do que em ocupações menos expostas à tecnologia.

O estudo, batizado de "The Impact of AI on the U.S. Labor Market" (O impacto da IA ​​no mercado de trabalho dos EUA, em inglês), não encontrou um efeito estatisticamente significativo da exposição à IA sobre o nível de emprego. O impacto mensurável, até agora, aparece nos salários.

O que significa estar "exposto" à IA

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Os pesquisadores analisaram 321 empregos nos Estados Unidos e usaram como referência o Anthropic Economic Index. O indicador mede a proporção de tarefas de uma profissão que já é executada com auxílio de ferramentas de IA, com base em interações reais de usuários com o Claude.

Uma ocupação é considerada de alta exposição quando atinge pontuação igual ou superior a 0,5, ou seja, quando pelo menos metade das tarefas relevantes daquele trabalho já conta com apoio de IA. Apenas 11 das 321 profissões analisadas ultrapassaram esse patamar.

Segundo o estudo, cerca de 5,8 milhões de trabalhadores americanos, o equivalente a 3,7% da força de trabalho do país, estão em ocupações de alta exposição. O número se refere ao mercado dos Estados Unidos e não indica uma estimativa para o Brasil.

As 11 profissões mais expostas à IA

O ranking, do maior para o menor índice de exposição, ficou assim:

  1. Programadores de computador (0,75);
  2. Representantes de atendimento ao cliente (0,70);
  3. Operadores de entrada de dados (0,67);
  4. Especialistas em registros médicos (0,67);
  5. Analistas de pesquisa de mercado e marketing (0,65);
  6. Transcritores médicos (0,64);
  7. Representantes de vendas no atacado e manufatura, não técnicos (0,63);
  8. Arquitetos de banco de dados (0,58);
  9. Analistas financeiros e de investimentos (0,57);
  10. Analistas e testadores de qualidade de software (0,52);
  11. Assistentes estatísticos (0,51).

Esses números representam o Anthropic Score de cada profissão, não uma porcentagem de trabalhadores demitidos ou de tarefas automatizadas. Estar no topo da lista não significa risco iminente de extinção da ocupação.

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Exposição alta não significa emprego em queda

Os próprios dados do estudo mostram que alta exposição à IA não caminha automaticamente junto com perda de vagas.

Entre 2022 e 2024, os analistas financeiros e de investimentos, oitava colocação no ranking de exposição, tiveram crescimento de 16,9% no emprego.

Os profissionais de pesquisa de mercado e marketing também registraram alta, de 7,8% nas vagas, no mesmo período. Já os programadores, no topo da lista de exposição, enfrentaram o cenário oposto: queda de 17,2% no emprego e redução de 6,1% no salário real.

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Confira a lista do Canaltech de 12 formas de usar IA no trabalho para produtividade.