Spotify estaria próximo de um acordo com a Warner

Por Redação | 24.07.2017 às 13:55

A Warner Music seria a mais nova gravadora a fechar um acordo de licenciamento com o Spotify. Informações ainda não confirmadas dão conta que os meses de disputas e discussões entre as companhias estão bem próximos de um fim, com um contrato de royalties relacionados aos artistas e músicos do selo sendo firmado em setembro deste ano.

Os termos do acordo não foram revelados pelas fontes, mas ele teria sido visto como vantajoso para ambos. De um lado, a Warner receberia o esperado pelas músicas que disponibiliza na plataforma, enquanto o Spotify garantiria a presença de artistas renomados no serviço – nomes como Ed Shereran, Madonna, Coldplay, David Guetta, Linkin Park, entre outros – desde que restringisse novos lançamentos apenas aos usuários pagantes por algumas semanas.

Essa, inclusive, vem sendo a saída mais comum de um problema que já dura anos para o Spotify. Mais de metade de sua base de usuários é composta por gente que não assina a plataforma, e a receita de anúncios oriunda deles não é suficiente para sustentar o serviço – o que resultou na tentativa de pagar menos royalties a artistas e na ira das gravadoras. Com a restrição, a ideia é incentivar os utilizadores da versão gratuita a pagarem a mensalidade, equilibrando as receitas da empresa.

O último passo para o fechamento do acordo seria a concordância, entre Spotify e Warner Music, em relação à divisão correta dos ganhos com assinaturas e anúncios, além de um pagamento compensatório por aquilo que já foi reproduzido até hoje. Aqui, as fontes confiam no acordo entre as duas companhias, já que a união seria de interesse mútuo.

O contrato entre as duas gigantes também envolveria garantias quanto ao crescimento de artistas menores, principalmente independentes, que poderiam levar a uma diminuição nas reproduções dos maiores. Aqui, entra em jogo, ainda, uma tática que se tornou comum para o Spotify, que tenta unir músicos consagrados a menores em listas de reprodução, principalmente pelo fato de que os nanicos teriam menos potencial de negociação e, sendo assim, concordariam em receber menos royalties — muitas, vezes, eles nem fazem parte de gravadoras.

Se confirmado, o contrato deve seguir a mesma linha daqueles que já estão assinados com nomes como a Sony Music. No caso da gravadora de nomes como John Mayer , Pearl Jam e Sia, a divisão dos ganhos é de 52% para o selo e o restante para o Spotify, além da restrição de novos discos por algumas semanas apenas para assinantes, como forma de acumular maiores rendimentos em uma época de bastante atenção e reproduções.

Mais do que tudo isso, a corrida para conseguir acordos de licenciamento com gravadoras seria uma forma de abrir caminho e se livrar de problemas no caso de um IPO. O Spotify estaria preparando sua abertura de capital para o início do ano que vem. Processos movidos por gravadoras e artistas, entretanto, são indesejados nesse ensejo, pois trazem incertezas quanto ao funcionamento sadio da companhia e podem gerar efeitos sobre seu valor de mercado.

As informações, porém, não foram confirmadas. Spotify e Warner já disseram, antes, estarem trabalhando em um acordo, mas não se pronunciaram sobre a chegada a uma solução.

Fonte: Reuters