Revista MAD deixa de ser publicada após 67 anos de história

Por Rafael Arbulu | 05 de Julho de 2019 às 14h30
(Imagem: Divulgação/MAD Magazine)

A irreverente revista MAD deixará de ser publicada após 67 anos de vida. Criada em 1952 por quadrinistas, cartunistas e editores liderados por Harvey Jurtzman, a publicação nasceu nos EUA e ganhou uma edição brasileira que trazia o conteúdo original norte-americano traduzido, além de produções locais, desenvolvidas pela equipe daqui.

A marca pertence à DC Comics, que adquiriu os direitos por meio de sua empresa proprietária Time Warner. Publicada no Brasil desde o início da década de 1970, a revista teve amplo sucesso por aqui, tendo sido produzida por pelo menos quatro empresas diferentes: Editora Vecchi, Record, Panini e Mythos.

O fim da publicação está marcado para agosto de 2019, quando a última edição será lançada. Depois disso, a publicação ainda deve soltar algumas releituras de material de arquivo para fins de obrigações contratuais.

Foi na MAD que nasceu o personagem Alfred E. Neumann, o moleque de sardas e um dente faltando no sorriso, que estampava todas as capas da revista, geralmente sendo superimposto em algum personagem da vida real que o conteúdo daquela edição retratava.

A revista MAD comumente posicionava-se em tom satírico em relação aos aspectos mais mundanos da vida, além de criar conteúdo de comédia às principais tendências da cultura pop (Imagem: Reprodução/MAD Magazine)

A DC Comics não emitiu um comunicado oficial sobre o fim da revista, então não há como atribuirmos um motivo para o seu cancelamento agora. Entretanto, Otacílio “Ota” d’Assunção, o primeiro e mais longevo editor da MAD no Brasil (1974-2008, entre saídas e retornos), publicou um post em seu perfil no Facebook, ressaltando o histórico da empresa, suas inúmeras “mudanças de casa” decorrentes de falência de editoras ou venda da marca, para finalizar brincando com a possibilidade de um retorno da publicação, que já havia sido cancelada em ocasiões anteriores.

“No Brasil, a recordista foi a edição #20 da [editora] Vecchi (Tubarão na capa), cuja tiragem foi de 210 mil [exemplares]. Depois, estabilizou-se em 150 mil. Quando esteve na mão da Record também voltou a este patamar na época do Plano Cruzado. (...). Em 2016, deixou de sair, voltando um ou dois anos depois numa edição especial para aproveitar o filme da Liga da Justiça. Será mesmo o fim? Vamos ver. De repente algum milionário compra a revista e começa tudo de novo”, ele disse.

Fonte: Meio & Mensagem

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