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Reviravolta: Netflix não aumenta oferta e Paramount pode adquirir a Warner Bros

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Divulgação/Netflix, Warner Bros. Discovery
Divulgação/Netflix, Warner Bros. Discovery

A Netflix anunciou nesta quinta-feira (26) que desistiu da compra da Warner Bros. Discovery. A decisão abre caminho para a Paramount Skydance concluir a aquisição da produtora por cerca de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 567 bilhões).

Segundo comunicado assinado pelos co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, a transação deixou de ser financeiramente atraente pelo preço exigido para igualar a proposta concorrente. A empresa de streaming manterá o foco no crescimento orgânico e investirá cerca de US$ 20 bilhões em filmes e séries neste ano.

A desistência ocorre após o conselho de administração da Warner Bros. declarar a oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, como superior ao acordo vigente com a Netflix. A plataforma de streaming tinha um prazo de quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta.

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A Paramount Skydance assumiu o compromisso de pagar a multa rescisória de US$ 2,8 bilhões que a Warner deve à Netflix pelo encerramento do contrato. A nova proposta também inclui uma taxa de rescisão regulatória de US$ 7 bilhões, caso o negócio seja barrado por autoridades.

Após o anúncio, as ações da Netflix registraram alta de 10% nas negociações após o fechamento do mercado, enquanto os papéis da Warner Bros. operaram em queda.

Linha do tempo da disputa pela Warner Bros.

A disputa pela compra de um dos estúdios mais tradicionais de Hollywood teve início no ano passado, impulsionada pela movimentação de David Ellison — filho de Larry Ellison, cofundador da Oracle. 

Apenas um mês após concluir a fusão da sua Skydance Media com a Paramount, o executivo apresentou uma oferta privada para adquirir a Warner Bros. Discovery em setembro de 2025. 

O movimento fez com que a Warner abrisse um processo formal para solicitar propostas do mercado em outubro. A decisão atraiu a Netflix, que parecia ter vencido a corrida ao final do ano, até a Paramount reagir com uma estratégia agressiva para voltar ao jogo.

Confira a linha do tempo das negociações:

  • Setembro de 2025: Paramount Skydance faz o primeiro movimento e inicia a disputa com uma proposta privada de aquisição;
  • Outubro de 2025: Warner Bros. passa a solicitar propostas formais pelo negócio, abrindo espaço para novos interessados;
  • Dezembro de 2025: Netflix entra no negócio e fecha um acordo para a compra da empresa por US$ 82,7 bilhões, avaliando os papéis da produtora em US$ 27,75 por ação;
  • Janeiro de 2026: a Paramount lança uma estratégia em várias frentes com ofertas hostis para tentar reverter a derrota inicial. A empresa passa a assediar diretamente os acionistas da Warner Bros., ignorando o conselho de administração da produtora. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, criticou a tática publicamente, afirmando que a rival inundou o mercado com "confusão" ao apresentar propostas hipotéticas;
  • Fevereiro de 2026: a Paramount Skydance retorna à disputa com uma proposta revisada de US$ 31 por ação, totalizando um acordo de US$ 111 bilhões, além de se comprometer a pagar a multa rescisória devida à Netflix.
  • 26 de fevereiro de 2026: o conselho de administração da Warner notifica a Netflix de que a nova oferta da Paramount é superior e estabelece um prazo de quatro dias úteis para a apresentação de uma contraproposta. No mesmo dia, a Netflix emite um comunicado oficial recusando cobrir o valor e abandona a operação.
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