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Pix, Drex e stablecoins: a convivência das tecnologias no sistema financeiro

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Iam Hogir/Pexels
Iam Hogir/Pexels

O cenário de pagamentos no Brasil passa por uma transformação que vai além da consolidação do Pix. Em participação no Podcast Canaltech, Sofia Düesberg, General Manager da Conduit no Brasil, analisou como o Drex (Real Digital) e as stablecoins funcionarão em paralelo ao sistema de pagamentos instantâneos. A executiva defende que, em vez de competição, haverá uma coexistência técnica onde cada solução atende a uma demanda específica do ecossistema financeiro.

Segundo Düesberg, o Drex atua como uma CBDC (Central Bank Digital Currency), focada na comunicação entre o Banco Central e o sistema financeiro através de contratos inteligentes, sem previsão inicial de acesso direto na ponta do consumidor. Já as stablecoins são ativos baseados em blockchain pareados na proporção de um para um com moedas fortes, como o dólar ou o euro.

A integração dessas tecnologias visa resolver gargalos logísticos, especialmente em remessas transfronteiriças. Enquanto o Pix soluciona a agilidade doméstica, transferências internacionais via sistema bancário tradicional envolvem múltiplos intermediários e podem levar dias para serem concluídas.

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O uso de stablecoins permite reduzir esse prazo para horas ou até um dia, eliminando intermediários desnecessários no processo. "A gente não vê que ele [stablecoin] vem aqui para substituir o Pix. O Pix ele vai continuar [...] O que a stablecoin traz em união com Pix, por exemplo, é para o caso de uso de um pagamento no exterior", afirma Düesberg.

Volume de mercado e regulação

Os dados apresentados durante a discussão apontam a relevância das ferramentas digitais na economia atual. O Pix movimentou 26 trilhões de reais em 2024. No mercado de criptoativos, as stablecoins foram responsáveis por 230 bilhões de reais transacionados no ano passado, representando cerca de 90% de todo o volume de cripto no Brasil.

Sobre o ambiente regulatório, a executiva observa movimentos distintos globalmente. Enquanto os Estados Unidos e a Europa (com a regulação MiCA) focam na fiscalização dos emissores da moeda, o Banco Central do Brasil avança na regulação das empresas de serviços de ativos virtuais (VASPs) e produtos oferecidos ao mercado.

A projeção para os próximos anos é de uma infraestrutura onde Drex, Pix e stablecoins operem de forma integrada no backend das instituições, simplificando a experiência do usuário final.

Para conferir a análise completa sobre o futuro dos pagamentos, ouça o episódio na íntegra no Podcast Canaltech:

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