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O que está acontecendo? Gigantes da tecnologia desabam na Bolsa e perdem valor

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Nasdaq
Reprodução/Ajay Suresh/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

As maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos sofreram fortes quedas na Bolsa nesta quinta-feira (22), após investidores demonstrarem preocupação com os gastos bilionários em inteligência artificial (IA). O índice Nasdaq, que concentra companhias do setor, caiu 2,60% e registrou seu pior desempenho diário desde junho.

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Entre as empresas afetadas estão Nvidia, Meta, AMD e Intel, que perderam bilhões de dólares em valor de mercado ao longo do pregão.

A Nvidia, fabricante de chips utilizados no desenvolvimento de sistemas de IA, teve uma desvalorização de 4,40% nas ações. Com isso, seu valor de mercado passou de aproximadamente US$ 5,36 trilhões para US$ 5,13 trilhões, uma redução de cerca de US$ 229 bilhões em um único dia, segundo dados da YCharts.

A queda também atingiu o S&P 500, índice que reúne 500 das principais empresas negociadas nos Estados Unidos, que recuou 1,21%. Já o Dow Jones terminou a sessão praticamente estável, com alta de 0,02%.

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Quais empresas mais perderam valor?

Segundo informações da Reuters e da Associated Press (AP), as empresas ligadas à fabricação de semicondutores estiveram entre as mais afetadas.

Veja as principais quedas registradas no fechamento de quinta-feira (22):

Empresa

Queda das ações

Lam Research

-11,8%

Marvell Technology

-8,70%

AMD

-8,10%

Intel

-8,05%

Meta

-6,98%

Micron Technology

-6,26%

Nvidia

-4,40%

Tesla

-3,08%

O índice Philadelphia Semiconductor, que acompanha o desempenho das principais empresas de semicondutores dos Estados Unidos, despencou 6,7%.

A desvalorização também atingiu empresas que fornecem infraestrutura para IA. A CoreWeave, que aluga capacidade computacional em nuvem, perdeu cerca de 10,1% de seu valor na Bolsa.

Por que as gigantes da tecnologia estão caindo?

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A principal preocupação dos investidores está relacionada ao volume de dinheiro que as empresas estão destinando à inteligência artificial, especialmente à construção de data centers, compra de chips e desenvolvimento de novos modelos.

O movimento ganhou força após a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentar seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026.

A empresa informou que espera gastar entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em investimentos de capital neste ano, incluindo infraestrutura utilizada para inteligência artificial.

O intervalo representa uma elevação do valor mínimo anteriormente previsto, que era de US$ 130 bilhões.

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O balanço também mostrou que a Meta registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,12 bilhões no trimestre. Esse indicador representa o dinheiro que resta depois dos gastos operacionais e investimentos em ativos.

Ao mesmo tempo, a companhia anunciou a criação de uma nova classe de ações sem direito a voto, medida que poderá ampliar sua capacidade de financiamento.

Os números chamaram atenção porque, apesar da pressão sobre o caixa, a Meta registrou crescimento de 26% na receita do trimestre, que alcançou US$ 64,6 bilhões.

Diante dos resultados, investidores passaram a questionar quando os investimentos em IA começarão a produzir retornos financeiros suficientes para compensar seus custos.

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A preocupação também afeta fornecedores como a Nvidia e a AMD, que dependem da continuidade dos investimentos em infraestrutura para sustentar a demanda por seus produtos.

Além disso, a alta dos preços do petróleo aumentou a preocupação com a inflação e o custo da energia. O barril do Brent subiu cerca de 4% na quinta-feira, para US$ 113,17, em meio às tensões no Oriente Médio.

A queda significa que a bolha da IA estourou?

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A desvalorização de quinta-feira mostra que investidores estão mais atentos aos custos associados à corrida pela inteligência artificial, especialmente porque parte dos projetos ainda depende de grandes investimentos para começar a gerar receita.

Segundo a Reuters, o movimento também reflete incertezas sobre a sustentabilidade financeira dessa expansão e sobre quais empresas conseguirão obter os maiores retornos.

Entretanto, os números ainda não permitem concluir que o setor entrou em uma crise prolongada.

De acordo com a AP, o Nasdaq acumulava uma valorização de aproximadamente 11,9% em 2026, mesmo após a queda de quinta-feira.

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Outro dado importante é que cerca de dois terços das empresas do S&P 500 registraram alta naquele pregão. O índice terminou em baixa porque as companhias de maior valor de mercado, especialmente as de tecnologia, têm peso elevado em sua composição.

Por enquanto, a reação de Wall Street evidencia que os resultados financeiros das empresas estão sendo avaliados com maior atenção, principalmente quando envolvem novas despesas com infraestrutura de IA.