NVIDIA e Meta fecham aliança multibilionária para turbinar superinteligência do Muse
Por Marcelo Fischer |
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A NVIDIA vai investir US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões) na oferta de ações da Meta e ampliar a parceria para desenvolver o Muse, agente de inteligência artificial (IA) da dona do Facebook, e os modelos que sustentam o serviço. O acordo foi noticiado pela Reuters nesta terça-feira (27).
As empresas pretendem melhorar o desempenho no treinamento dos modelos e na inferência, etapa em que a IA processa solicitações e produz respostas. A colaboração também busca reduzir os custos de operação, enquanto a Meta planeja ampliar o uso de infraestrutura da NVIDIA.
O que o Muse faz?
Apresentado em setembro, o Muse foi desenvolvido para executar tarefas a partir de pedidos do usuário. Segundo a Meta, o agente pode abrir um navegador, preencher formulários, organizar planos e realizar atividades como reservar viagens, com aprovação antes de ações sensíveis, como enviar e-mails ou fazer compras.
O produto é uma peça central da aposta de Mark Zuckerberg em “superinteligência pessoal”. A expressão representa a ambição da companhia de oferecer agentes capazes de acompanhar objetivos e assumir parte do trabalho cotidiano das pessoas. A própria Meta apresenta o Muse como um primeiro passo nessa direção.
Como a NVIDIA entra nessa estratégia?
A Meta pretende expandir a adoção da plataforma Vera Rubin e dos processadores Vera para sustentar os próximos agentes de IA. O plano também inclui tecnologias de rede Spectrum-X e BlueField-4, com foco em eficiência e capacidade de transferência de dados nos centros de processamento.
As companhias ainda avaliam uma colaboração com o OpenShell, voltado à execução segura de agentes, e o Sentry, ferramenta para monitorar o comportamento desses sistemas. Essa parte do anúncio está em avaliação, sem confirmação de implantação.
A relação entre as empresas já envolvia um acordo de vários anos anunciado em fevereiro. Na ocasião, a Meta apresentou planos para instalar milhões de unidades de processamento gráfico, conhecidas como GPUs, das famílias Blackwell e Rubin em sua infraestrutura de IA.
A parceria também alcança o WhatsApp: a Meta adotou tecnologia de computação confidencial da NVIDIA para o processamento privado de recursos de IA no mensageiro, com proteção dos dados durante a execução das tarefas.
Meta amplia investimentos em infraestrutura
O aporte da NVIDIA acompanha uma nova rodada de financiamento da Meta. O plano, inicialmente de US$ 95 bilhões, pode atingir US$ 97,5 bilhões após a ampliação da oferta de ações ordinárias de US$ 22,5 bilhões para US$ 25 bilhões.
A estrutura reúne US$ 37,5 bilhões em ofertas de ações e títulos conversíveis, além de um programa futuro de aproximadamente US$ 60 bilhões. Essa segunda etapa ainda depende da criação do programa e de suas condições, portanto o total previsto não corresponde a dinheiro já recebido pela companhia.
Para 2026, a Meta prevê gastos de capital entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões, incluindo pagamentos de arrendamentos financeiros. Ao divulgar o balanço do terceiro trimestre, a empresa elevou o piso da estimativa anterior, de US$ 130 bilhões, e informou que pretende continuar investindo agressivamente em sua infraestrutura e nas iniciativas de IA.