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Mulheres e o desafio pela igualdade no mercado de TI

Por Colaborador externo | 12 de Março de 2018 às 09h11
SergeyNivens/Depositphotos

*Por Paula Mello

Historicamente, as mulheres sempre foram reservadas para as tarefas domésticas, por se basear que a figura paterna precisava trabalhar para sustentar a família. As mulheres, no entanto, estão cada vez mais deixando de seguir e aceitar esse padrão de vida. Tanto é que hoje muitas são responsáveis financeiramente pelas contas domésticas e pela gestão de equipes e empresas. Em 2007, representávamos 40,8% do mercado formal de trabalho e, quase dez anos depois, esse número passou para 44%.

O mercado de tecnologia é um setor que não para de evoluir e que também disponibiliza constantemente oportunidades de empregos. Assim como revela uma pesquisa do Gartner, o mercado tecnológico tende a crescer ainda mais em 2018, com crescimento de 4% e estimativa de gastos globais das empresas de TI em US$ 3,7 trilhões. No entanto, o segmento de Tecnologia da Informação ainda possui presença quase que predominante masculina, situação essa que acredito que deve ser diferente nos próximos anos.

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Em um mercado tão acirrado, as mulheres estão correndo atrás do seu espaço, realizando cursos de aperfeiçoamento profissional para garantir o seu direito de disputar a vagas que ainda são predominantemente oferecidas aos homens. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do IBGE, hoje os 15% dos alunos dos cursos de Ciências da Computação e Engenharia são mulheres, e no mercado de trabalho, cerca de 20% do setor de TI tem presença feminina.

Mesmo que os dados ainda sejam uma fatia pequena, vejo com boas perspectivas a força de crescer cada vez mais a presença de profissionais mulheres no setor. Um relatório divulgado em março de 2017 pela Organização Internacional do Trabalho mostra que 29% das mulheres em todo o mundo preferem ter trabalhos remunerados, e 41% preferem estar em situações que poderiam trabalhar e, também, cuidar de suas famílias. A pesquisa também aponta que somente 27% das mulheres querem ficar em casa, exercendo trabalho não remunerado.

Mas não podemos envolver só os números e previsões. É preciso que exista um engajamento social para acabar com a diferença de gêneros para determinados setores profissionais. Nos últimos anos, a presença da mulher exercendo cargos de gestão nas empresas de TI tem crescido e de maneira significativa. No entanto, ainda há muitas quebras de paradigmas que precisam ser realizadas, como a questão de respeito.

O mês de março não é apenas para presentear e homenagear as mulheres. Trata-se de um período de conscientização sobre os reais desafios culturais existentes e que precisam ser eliminados. Apesar de ainda encontrarmos ao longo dos tempos barreiras sociais, diferenças salariais e preconceitos que superestimam nossa capacidade profissional, continuamos provando dia após dia que uma sociedade se torna melhor e mais produtividade, quando ela possui igualdade de acesso e oportunidades no mercado profissional. E isso tem sido comprovado no mercado mundial.

*Paula Mello é gerente de marketing da DATEN

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