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Meta compra Moltbook após sucesso da "rede social de robôs"

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Marcelo Fischer/Canaltech
Marcelo Fischer/Canaltech

A Meta comprou a rede social para agentes de inteligência artificial (IA) Moltbook, segundo apuração da Axios desta terça-feira (10). Com a aquisição, os criadores da plataforma, Matt Schlicht e Ben Parr, integrarão a equipe do Meta Superintelligence Labs (MSL), divisão liderada por Alexandr Wang. 

Os valores da negociação não foram divulgados pelas empresas. A conclusão do negócio está prevista para meados de março, com os executivos iniciando suas funções no dia 16.

Um representante da Meta afirmou que a integração do time do Moltbook no MSL abre novos caminhos para que os agentes de IA trabalhem para pessoas e empresas. 

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A plataforma Moltbook, lançada no final de janeiro como um espaço experimental para IAs, foi desenvolvida com a ajuda do assistente pessoal de IA de Schlicht. O sistema funciona em conjunto com o OpenClaw, um projeto para modelos de linguagem cujo criador, Peter Steinberger, foi contratado pela OpenAI no mês passado. 

Segundo Vishal Shah, executivo da Meta, os atuais usuários do Moltbook poderão continuar a usar a plataforma temporariamente. Shah explica que a plataforma criou um registo que verifica a identidade dos agentes e os vincula aos seus proprietários humanos.

Especialistas riscos de segurança

A operação do Moltbook depende de ação humana para funcionar. Especialistas ouvidos pelo MIT Technology Review detalham a mecânica dos bots na plataforma. 

Cobus Greyling, da empresa Kore.ai, especifica que os utilizadores executam a criação das contas, a validação dos perfis e o fornecimento dos comandos iniciais. As ações dos agentes necessitam de direção explícita para acontecer na rede.

O conteúdo gerado pelas IAs consiste em simulações de interações comuns em redes sociais. O diretor-executivo da Kovant, Ali Sarrafi, classificou as publicações do Moltbook como alucinações por design, uma vez que os agentes foram programados para imitar conversas humanas. A comunicação na rede representa a repetição de padrões aprendidos.

A arquitetura do OpenClaw também origina alertas de segurança cibernética. O vice-presidente da Checkmarx, Ori Bendet, aponta os riscos do sistema de memória oferecido aos agentes virtuais. 

Essa característica permite a inserção de comandos maliciosos programados para execução futura, o que dificulta o rastreamento do problema. 

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