Lime deixa de operar no Brasil para sair de prejuízo bilionário

Por Nathan Vieira | 09 de Janeiro de 2020 às 20h20

Nesta quinta-feira (9), a Lime, gigante americana dos patinetes elétricos, anunciou o encerramento de suas operações no Brasil. A empresa estreou em julho de 2019 no Rio de Janeiro e em São Paulo, e acabar com as operações foi um jeito que encontrou para lidar com seu prejuízo de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,2 bilhão) ao longo de 2019 - valor estimado por analistas, segundo O Estado de S. Paulo. Segundo a companhia, a operação de São Paulo será finalizada nas próximas semanas e no Rio de Janeiro nos próximos meses.

São Paulo e Rio de Janeiro não são os únicos lugares onde a empresa deixará de operar. A Lime anunciou que também encerrará seu trabalho em outras cinco cidades na América Latina: Bogotá, Buenos Aires, Montevidéo, Lima e Puerto Vallarta. Fora da América Latina, o alcance da empresa também vai diminuir, levando em conta que as operações serão encerradas em Atlanta, Phoenix, San Diego e San Antonio (EUA) e Linz (Aústria). A companhia também fará um corte de 14% em seu quadro de funcionários.

Seis meses após chegada no Brasil, Lime encerra operações, em uma tentativa global de se livrar dos prejuízos

O anúncio foi feito por Brad Bao, presidente executivo da empresa: "Independência financeira é o nosso objetivo para 2020 e estamos confiantes de que a Lime será a primeira companhia da nova geração de mobilidade a atingir lucratividade", escreveu ele. Segundo os analistas, até o momento, a Lime sobrevive com o dinheiro de investidores e está avaliada em US$ 2,4 bilhões (o equivalente a R$ 9,6 bilhões).

O que acontece é que as empresas de patinetes enfrentam dificuldades para obter lucro, uma vez que os custos são muito altos. No caso da Lime, oferecer um preço competitivo no Brasil ficou fora de cogitação. O Estado de S. Paulo conta que, em dezembro, John Paz, diretor da Lime no Brasil, contou que a empresa era "deficitária no País mesmo apresentando taxas de crescimento de 20% ao mês".

Fonte: O Estado de S. Paulo

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