Itaú implementa blockchain em operações bancárias para pessoas jurídicas

Por Redação | 09 de Fevereiro de 2018 às 11h42
Reprodução

No começo desta semana, o Itaú Unibanco anunciou que começou a utilizar a blockchain, principal tecnologia por trás das criptomoedas, em suas operações financeiras. Isso não quer dizer que o banco passou a usufruir de transações com base em moedas virtuais, não. Afinal, elas ainda não foram regularizadas no Brasil e, portanto, continuam não obedecendo às regras de autoridades financeiras nacionais.

Todavia, a funcionalidade por trás da blockchain chamou a atenção da instituição e passará a ser utilizada por ela sob o título de Blockchain Collateral. Segundo o banco, a proposta de implementar a tecnologia “tem por objetivo proporcionar mais agilidade, transparência e rastreabilidade no processo de chamada de margem”, que é uma solicitação e contribuição de garantias de derivativos de balcão.

Assim, seguindo os protocolos, a blockchain ajudará a melhorar a eficiência do cálculo do valor a ser aportado. Nesses controles feitos periodicamente, os bancos negociam garantias, mitigando riscos de crédito para proteção contra variações desfavoráveis do mercado.

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As blockchains são sistemas de registros de variados tipos de informações que ocorrem de maneira distribuída, garantindo segurança nas transações realizadas por criptomoedas – de maneira criptografada e verificável. Como o nome sugere, elas são formadas por blocos, que não são grandes em tamanho, mas transacionam com frequência e, portanto, aumentam o volume de tráfego.

Para o diretor de operações do Itaú Unibanco, Cristiano Cage, essa tecnologia é que a instituição irá apostar por conta da segurança e da criptografia que ela tem, “além da forma transparente com que as transações podem acontecer, o que dá maior visibilidade para todos os integrantes”. O banco é o primeiro no Brasil a implantar uma solução com base nesse recurso.

Fonte: Infomoney, G1

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