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Inteligência artificial redesenha o mercado e impulsiona novas carreiras

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DC Studio/Freepik
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A inteligência artificial promove uma transformação profunda no mercado de trabalho, não apenas automatizando tarefas, mas também estabelecendo a demanda por novas especializações. A IA é um motor que tenta automatizar tarefas repetitivas, mas concomitantemente gera novas necessidades impulsionadas pelo alto volume de dados gerados globalmente.

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Em conversa no Podcast Canaltech, Iwens Gervasio, um dos responsáveis pela primeira graduação em IA do Brasil na Universidade Federal de Goiás, discutiu as carreiras promissoras e as adaptações requeridas dos profissionais de tecnologia.

O perfil das novas demandas

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O cenário tecnológico atual tem impulsionado o surgimento de funções altamente especializadas. Uma das profissões em destaque é a de Engenharia de Prompts. Este profissional se dedica a otimizar a interação com IAs generativas, como o ChatGPT ou Gemini, para garantir que as respostas sejam o mais assertivas possível. Gervasio define o engenheiro de prompts como o profissional que “sabe conversar com a IA, ele consegue trocar informação, né, de uma forma onde o resultado vai ser o mais preciso possível”.

Paralelamente, a expansão da IA em contextos cotidianos (residências, veículos e conversas) torna o papel do Especialista em Ética de IA fundamental. Esta função é dedicada a estabelecer limites, regras e medições sobre a atuação da IA em decisões que afetam as pessoas. A ética, segundo o analista, deve se tornar uma das áreas de maior crescimento dentro das empresas.

Outras funções em alta demanda incluem o Treinador de Modelos de IA, que utiliza programação e matemática para orientar e refinar os sistemas, o Cientista de Dados e o Design de Experiência, focado na criação de interfaces amigáveis.

Para os profissionais que já atuam na área, como programadores e cientistas de dados, a IA impõe uma mudança no escopo de trabalho. Embora habilidades técnicas como programação, ciência de dados e modelagem matemática permaneçam relevantes, há uma ênfase crescente nas habilidades humanas.

A criatividade e o pensamento crítico são cruciais para que o profissional consiga se destacar, fornecendo os detalhes necessários para que a IA entregue resultados específicos e diferenciados. Gervasio reforça que a comunicação, a capacidade de resolver problemas complexos e, principalmente, uma visão ética são essenciais. Segundo ele, “investir em humanidades é tão importante quanto investir em tecnologia”.

Para compreender em detalhes o panorama de transformação profissional e as estratégias de formação neste novo contexto tecnológico, ouça o episódio completo do Podcast Canaltech. Siga o Podcast Canaltech em sua plataforma de áudio favorita.

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